Carol Albuquerque é a chef do ano em Campinas

No comando do Lume, aberto há dois anos, a mineira conquista seu primeiro prêmio

Que a cozinha é o ambiente mais emblemático da casa de qualquer mineiro, mesmo quem nasceu em Campinas sabe. O bule de café, o bolo e o queijo sempre à mesa, mais os cheiros a sair das panelas, atraem a atenção de quem chega para uma visita e uma conversa fiada, na real tradução da expressão “gastronomia afetiva”. Quando se recorda das razões que a transformaram em cozinheira, Carol Albuquerque, 30 anos, leva o pensamento até Carangola, na Zona da Mata de Minas Gerais, onde nasceu e passou a infância a observar a avó à beira do fogão. Carol veio para Campinas ainda criança, quando o pai teve uma oportunidade de trabalho. Na dúvida entre qual carreira abraçar, prestou vestibular para arquitetura e gastronomia. Tomou o segundo caminho, matriculando-se na faculdade Senac, em Campos do Jordão, onde se formou em 2007. Em seguida, partiu para uma temporada de dois anos na Inglaterra. Depois de atuar em diversos lugares, estabeleceu-se em uma empresa de catering, na cidade de Leeds. Na volta ao Brasil, trabalhou com o chef Théo Medeiros — “Foi uma experiência muito boa”, ela diz —, até que retornou à Europa, para fazer uma pósgraduação em Lucerna, na Suíça, e cozinhar no restaurante do hotel Les Trois Rois, um cinco-estrelas na Basileia. No segundo retorno ao Brasil, reencontrou um amigo de faculdade, o chef Thiago Castanho, do restaurante Remanso do Bosque, em Belém (PA). Arrumou as malas mais uma vez e ficou três meses na capital paraense, conhecendo ingredientes e saciando a curiosidade em relação àquela vertente da culinária nacional. Participou também da equipe do chef Alberto Landgraf no paulistano Épice, sua última empreitada antes de abrir, em 2016, o Lume. “Nas minhas receitas, conto um pouco dos lugares por onde passei, com ingredientes brasileiros e diferentes técnicas”, descreve a cozinheira. São exemplos de seu trabalho autoral o ovo cozido a 64 graus por uma hora, com espuma trufada de batata e areia de parma (R$ 23,00), e o milho.barriga.quiabo, composto de canjiquinha, barriga de porco, linguiça de frango, minicenoura e quiabo (R$ 66,00). “Essa receita tem muita recordação de família”, diz a chef, que se prepara para levar novidades ao cardápio após o regresso de sua próxima viagem de pesquisas gastronômicas, para a Espanha e Portugal. Resta-nos aguardar.

2º lugar: Théo Medeiros (Théo Medeiros)

3º lugar: Jurandir Meirelles (Duke Bistrot)

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