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Mais opções para quem gosta de refrigerantes

A oferta de gaseificados na capital cresce com a importação de rótulos americanos, italianos e franceses e a chegada de produtos regionais

Por José Flávio Júnior Atualizado em 20 jan 2022, 09h20 - Publicado em 1 ago 2015, 00h00

Foi-se o tempo em que os amantes de refrigerante tinham de se decidir só entre uma Coca-Cola, um guaraná e um refresco à base de limão, laranja ou, com sorte, uva. Desde o começo deste ano, empórios e supermercados bacanas de São Paulo multiplicaram as alternativas para quem gosta de bebidas borbulhantes sem álcool.

Uma parte das novidades vem do exterior. A responsável por colocar até o momento vinte rótulos gringos nas prateleiras da cidade é a importadora e distribuidora paulistana Balboa. Neste mês, engordam o portfólio a cítrica Orangina, muito popular na França, e a versão High Voltage do americano Mountain Dew, uma mistura de soda com energético.

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Curiosamente, o negócio teve início com um produto bem brasileiro. “Percebi o potencial do mercado há dois anos, quando comecei a trazer do Maranhão o guaraná Jesus”, conta o proprietário da Balboa, Felipe Callaz. As latinhas do líquido rosa (sim, rosa) fizeram sucesso em endereços refinados, como a rede Emporium São Paulo e a Casa Santa Luzia, nos Jardins. “No ano passado, vendemos mais de 2 milhões de unidades do Jesus, somando o original e o diet”, afirma Callaz.

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O passo seguinte foi buscar produtos americanos sem equivalente no mercado nacional, como o Dr Pepper, na praça desde 1885, um ano antes da Coca-Cola (seu sabor lembra uma mistura de cereja, caramelo e anis). Entusiasta da bebida, o professor de matemática Marcelo Lanfranchi compra mensalmente uma caixa com 36 unidades no Empório Namy, no Itaim. “Costumava visitar minha irmã em Nova York e trazer o refrigerante na bagagem”, diz Lanfranchi. “Agora, não corro mais o risco de ver minha bebida favorita ser confiscada.” A lata avulsa sai por 5 reais.

Refrigerantes Eataly
Refrigerantes Eataly

Numa linha diferente, o shopping gastronômico Eataly, inaugurado em maio, tem apostado em bebidas de menor gaseificação, que não abusam do açúcar na fórmula e evidenciam o sabor azedo ou amargo de seus ingredientes. Em pouco mais de um mês, todo o estoque das gasosas italianas da Baladin, desenvolvidas pelo mestre cervejeiro italiano Teo Musso, estava zerado.

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Enquanto aguarda a chegada, nas próximas semanas, de um novo lote das garrafinhasde Spuma Nera (feita com extrato de ruibarbo), Ginger (de frutas cítricas e ervas, sem gengibre na receita), Cedrata (de limão) e Cola (com noz de cola cultivada em Serra Leoa), o estabelecimento oferece opções não menos interessantes da Lurisia para provar.

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Além de trabalhar com refrescos borbulhantes de limão e laranja, a grife tem sua versão do Chinotto, à base da fruta de mesmo nome, parente da laranjinha kinkan. Seu sabor forte cativa. “O chinotto da Lurisia tem amargor na medida certa”, elogia o advogado Leonardo Dias Pereira, fã do produto.

Tubaína
Tubaína

Algumas marcas regionais também estão ganhando espaço nas prateleiras. Lançado em junho pelo administrador João Carlos Navarro, o Clube Refri é um serviço de assinatura. Por 43,90 reais mensais, recebem-se em casa seis refrigerantes. O primeiro kit foi disparado com exemplares do Moranguitto, de Macaé (RJ), e do mineiro Abacatinho, produzido com o extrato da folha do abacate, entre outros. No lote que será enviado em agosto, os destaques são o São Geraldo, de caju, produzido em Juazeiro do Norte (CE), e o mineiro Taça de Cristal, de abacaxi.

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É possível ainda esbarrar com alguns desses artigos em endereços da cidade. O bar Tubaína, por exemplo, mantém por volta de trinta rótulos em sua geladeira e é o maior ponto de encontro daqueles que valorizam as borbulhas. A oferta varia bastante de um mês para o outro — e o preço final também, de acordo com a dificuldade de conseguir o produto. Um dos hits é o Ducaju, de Teresina, no Piauí, a 7,50 reais.

Refrigerante regionais
Refrigerante regionais

ALÉM DO GUARANÁ

Quatro versões originais para desafiar o paladar

Il Nostro Chinotto. Leva extrato de uma fruta cítrica italiana que lembra a laranjinha kinkan. R$ 16,90 no Eataly.

Ducaju. Piauiense, é um dos poucos a conter suco de caju. R$ 7,50 no Tubaína Bar.

Cherry 7 Up. Com aroma de cereja, é uma variação da soda limonada da tradicional marca americana. R$ 5,00 no Empório Namy (Rua Tabapua, 932,Itaim, 2594-9874).

Mate Couro. Um dos rótulos nacionais mais curiosos, tem extratos vegetais de erva-mate e chapéu-de-couro. R$ 4,50 no Dona Lucinha.

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