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Marcel Miwa – Sede de Vinho Por Blog Tudo sobre vinhos: sugestões de harmonização, rótulos, uvas, safras, guias de compras e outras dicas do expert Marcel Miwa.

Vinho da semana

Tenho aberto mais garrafas de vinhos brancos que tintos. Talvez a estrutura mais delicada ou a menor intensidade, talvez o clima (quente) ou mesmo o gosto do momento tem me conduzido a eles. A recomendação para esta semana é o Pisano Rio de los Pájaros Torrontés 2012 (Mistral, R$ 52,34). Mas um torrontés e do […]

Por VEJA SP Atualizado em 26 fev 2017, 23h30 - Publicado em 22 nov 2013, 11h25
(Foto: divulgação)

Um torrontés uruguaio: aromas de lichia, jasmim e uvas moscatel (Foto: divulgação)

Tenho aberto mais garrafas de vinhos brancos que tintos. Talvez a estrutura mais delicada ou a menor intensidade, talvez o clima (quente) ou mesmo o gosto do momento tem me conduzido a eles.

A recomendação para esta semana é o Pisano Rio de los Pájaros Torrontés 2012 (Mistral, R$ 52,34).

Mas um torrontés e do Uruguai? Assim como a malbec se tornou a uva-símbolo da Argentina para os  varietais tintos, a torrontés tem o mesmo papel entre as brancas.

O motivo? É considerada autóctone, isto é, nasceu ali, do cruzamento da uva tinta criolla com a branca muscat de alexandría. Esta origem explica parte de suas características aromáticas, lembrando a moscatel, só que ainda mais exuberante, com aromas de lichia, rosas, jasmim e, claro, de uva moscatel. Como pode alcançar teores elevados de álcool, vale prestar atenção na temperatura de serviço de um torrontés. O ideal é perto dos 12°C (a temperatura de geladeira ou 15 minutos na água com gelo), pois acima disto o álcool pode incomodar e pode aparecer um certo amargor no vinho. Não é vinho feito para envelhecer e, apesar de ganhar algumas notas de mel e canela com alguns anos em garrafa (4-5 anos), sua graça está na exuberância de sua fase jovem.

Nas mãos da família Pisano, em Canelones (cerca de 45 km ao norte de Montevidéu), a torrontés ganha notas cítricas (limões taiti e siciliano) e apenas um toque primário (de uva verde) e de rosa (a flor). A boa acidez não deixa o vinho enjoativo e praticamente não há amargor. Me agrada justamente este lado mais contido da torrontés uruguaia, sem o risco de ficar enjoativo após alguns goles. Para quem gosta do pinot grigio de origem italiana, é uma ótima alternativa. Para os curiosos é uma forma de conhecer uma torrontés diferente da argentina. Vai bem tanto como aperitivo quanto como parceiro para comida asiática.

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