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Por que A Máfia dos Tigres é a melhor série para ver na Netflix

Trata-se de uma história rocambolesca que envolve tráfico de animais, casamentos poligâmicos e tentativa de assassinato

Por Miguel Barbieri Atualizado em 9 abr 2020, 17h25 - Publicado em 2 abr 2020, 17h47

Eu já escrevi num post anterior (leia aqui) e repito: as séries documentais estão melhores do que as ficcionais. Exemplo: não passei do primeiro episódio de Freud e, por mais que tenha gostado de O Assassino de Valhalla, também vista nesta semana, gostei muuuuito mais de A Máfia dos Tigres. É a nova e espetacular série da Netflix.

Embora o foco esteja em Joseph Schreibvogel, vulgo Joe Exotic, os capítulos vão acompanhando outros personagens igualmente, digamos, excêntricos. Os primeiros minutos dão conta de resumir o assunto: Joe foi levado a julgamento por ter contratado um matador de aluguel para assassinar Carole Baskin. A partir daí, os sete capítulos destrincham uma história da “América profunda”, repleta de tipos armamentistas e orgulhosos de seus “trabalhos” violentos.

Joe era dono de um zoológico particular em Oklahoma, com mais de 1 000 espécies de animais selvagens, entre eles cerca de duzentos tigres. Gostava de se apresentar como o “caipira gay que anda armado e tem corte de cabelo com mullet”. Ególatra, megalomaníaco e de uma arrogância ímpar, ganhava dinheiro lucrando com os turistas em seu parque e também na venda ilegal de bichos. E foi justamente isso que atiçou a ira de Carole Baskin, uma ativista pelos direitos dos animais e dona de uma reserva na Flórida. Ela atacava Joe nas redes sociais e ele revidava com provocações grosseiras e ameaças incisivas.

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E tudo é muito bem registrado pelo diretor Eric Goode — não só com o farto material particular, como também com imagens que um produtor fazia de Joe, na época em que o proprietário do zoo quis estrelar um reality show. Além do barraco entre os “protagonistas”, a série se abre para mostrar outros personagens, como os dois maridos (sim, dois!) de Joe, um deles desdentado pelo uso da metanfetamina. Também é no mínimo extravagante o cotidiano de Doc Antle, que, além de um movimentado zoológico na Carolina do Sul, ostentava uma coleção de… esposas (!). O destino de tais personagens é mais uma cereja acrescentada ao bolo para maratonar os episódios boquiaberto.

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