Trilogia gratuita fala sobre a opressão da mulher em âmbitos variados
As peças abordam as classes operárias, relacionamentos violentos e a revolução curda
A opressão sobre a mulher se mostra presente nos espetáculos da Trilogia Contra a Violência. A mostra on-line, idealizada pela atriz Natalia Gonsales — que trabalha nas três peças —, apresenta, deste sábado (5) até a quinta (10), montagens já realizadas anteriormente e gravadas para a exibição. Todas elas podem ser vistas gratuitamente no YouTube da aliança Francesa. Saiba mais sobre os espetáculos:
A Última Dança
O monólogo com direção de César Baptista, inspirado nos diários da escritora e filósofa francesa Simone Adolphine Weil (1909- 1943), dialoga com a vida de Natalia Gonsales, que protagoniza o espetáculo. De uma classe privilegiada, Simone largou tudo para se tornar operária e escrever a respeito das condições de trabalho nas fábricas e a opressão social (50min). 12 anos. Dom. (6) e ter. (8), 19h.
Carmen
A montagem com dramaturgia de Luiz Farina e direção de Nelson Baskerville é baseada no conto de Prosper Mérimée. A destemida cigana que dá nome à peça — que também virou ópera e filme —, vivida por Natalia, faz o policial José (Flávio Tolezani) cair de amores por ela. No entanto, com essa paixão, ele entra no mundo da clandestinidade, o que o leva a dar um fim na situação de forma violenta. Vitor Vieira interpreta os outros papéis masculinos (60min). 16 anos. Sáb. (5) e seg. (7), 19h.
Fóssil
No drama com roteiro de Marina Corazza e direção de Sandra Corveloni, Ana (interpretada por Natalia) é uma cineasta que quer fazer um filme sobre a chamada Revolução de Rojava, na Síria, em que curdos tentaram estabelecer uma sociedade igualitária. Em busca de patrocínio, Ana se encontra com o diretor de uma empresa de gás de petróleo liquefeito, Luiz Henrique (Flávio Tolezani). Um embate se dá entre os dois (70min). 14 anos. Qua. (9) e qui. (10), 19h.
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Publicado em VEJA São Paulo de 09 de junho de 2021, edição nº 2741
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