A promessa de emprego familiar para Cristian Cravinhos sair da prisão
Após apresentação de teste, defesa pede ida do condenado ao regime aberto

Condenado em 2006 a 38 anos de prisão pela morte do casal Manfred e Marísia von Richthofen, Cristian Cravinhos requer novamente migrar para o regime aberto. Em 2018, quando obteve o benefício, ele voltou a ser preso sob a acusação de subornar policiais e após descumprir as obrigações da condicional.
Pelo delito, ocorrido em Sorocaba, Cristian pegou mais quatro anos de detenção e perdeu o direito de cumprir a primeira pena no sistema mais brando.
Agora, após o término da segunda punição, o condenado quer voltar às ruas, mas o caminho não tem sido fácil. Em janeiro, o Ministério Público se mostrou contrário à progressão. Para o promotor Gustavo José Pedroza Silva, os resultados do teste de Rorschach, a que o réu foi submetido, não lhe foram favoráveis.
Segundo o exame, Cravinhos apresenta traços disfuncionais de personalidade, caracterizados por rigidez emocional e controle excessivo, e demonstra dificuldade em lidar com as emoções de forma espontânea, optando predominantemente por estratégias de racionalização e distanciamento emocional.
“Entre suas fragilidades, destaca-se uma expressão afetiva marcadamente rígida e controlada, o que compromete sua espontaneidade emocional. Cristian apresenta dificuldade em compreender e integrar suas emoções de maneira objetiva, resultando em reações que são frequentemente influenciadas por fantasias e ideias pouco realistas”, diz a perita designada para a avaliação. O exame apontou também que o réu tem conhecimento das normas sociais, mas não se identifica com elas.
Para a defesa, no entanto, o parecer lhe foi favorável e requer à Justiça a libertação do seu cliente, agora sob novo argumento. Nas últimas semanas, seus advogados protocolaram uma oferta de emprego, feita pelo irmão de Cristian, Daniel Cravinhos, também condenado pela morte do casal Richthofen, mas em regime aberto desde 2018.
Dono de uma oficina de customização de motos na Zona Sul, Daniel quer empregar Cristian como ajudante geral, numa carga horária que começa às 8h e termina às 17h, de segunda a sexta-feiras. O salário não foi informado.
O novo pedido ainda não foi apreciado pelo Ministério Público.