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Com ingressos esgotados, banda Violator fará último show em SP

Grupo de thrash metal que lançou música contra Jair Bolsonaro se apresentará no próximo sábado (20), no Sesc Belenzinho

Por Adriana Farias 19 jan 2018, 10h58

Com dezesseis anos de carreira e turnês pela Europa, Ásia e América Latina, a banda brasiliense de thrash metal Violator fará sua última apresentação em São Paulo neste ano no próximo sábado (20), no Sesc Belenzinho, na Zona Leste.

Com ingressos esgotados, o quarteto formado por Pedro “Poney” Arcanjo (baixo e vocal), Pedro “Capaça” Augusto Dias (guitarra), Marcio “Cambito” (guitarra) e David “Batera” Araya (bateria) anunciou uma paralisação das atividades do grupo por tempo indeterminado. O guitarrista Capaça, que além de ser músico também trabalha como programador de computação, recebeu uma proposta de emprego na Irlanda e decidiu ficar dois anos no exterior. “Será um show com clima de despedida, o que fez a procura ser muito maior”, explica o vocalista Poney.

Cantando em inglês temas politizados e levantando bandeiras, como a das causas sociais, feministas (chegam a dar bronca em homens no meio do show caso identifiquem cenas de assédio) e contra a homofobia, a banda foi recentemente alvo de ataques de seguidores do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) em suas redes sociais que acumulam 300 000 fãs. Isso porque o grupo lançou recentemente o EP “The Hidden Face of Death” cuja a faixa “False Messiah” é uma crítica direcionada ao político (escute o som no fim do texto). “É uma música contra figuras autoritárias e fala sobre a sociedade estar apodrecida e os tipos de ídolos que acendem e devem cair”, explica Poney. “Sempre tivemos nosso posicionamento político, mais de esquerda, só que agora com o crescimento da direita e a polarização o que falamos tem ainda mais repercussão nesse universo do metal que, às vezes, é muito conservador”, diz.

Banda de Brasília tem dezesseis anos de carreira, com dois discos lançados; o último material é o EP “The Hidden Face of Death” Divulgação

Mesmo com tantos anos na estrada e muitos fãs, sobretudo do exterior, o quarteto nunca buscou o mainstream. “Sempre fomos do underground era até uma ofensa pensar diferente porque somos da ética de valorizar o faça você mesmo, ou seja, temos liberdade para trabalhar do jeito que quisermos”, diz. “Hoje, as bandas têm suas vidas muito condicionadas pelo dinheiro, pelo lucro, por uma lógica empresarial que domina tudo de um jeito horrível em que os grupos se veem como pequenas empresas, se vendem como produto. Então, honramos nosso espaço underground com muita paixão. Esse é o espírito do Violator. O simples prazer da intensidade da música”. E coloca intensidade nisso, os shows da banda são conhecidos pelos divertidos mosh (rodas-punk) e pelos fãs que se jogam de cima do palco em meio a galera.

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