‘Serra das Almas’ narra roubo de joias no sertão com ladrões peculiares
Premiado na Mostra SP, longa do pernambucano Lírio Ferreira recompensa pontas soltas com boa edição e direção
Uma das preciosidades da safra da Mostra SP de 2024 estreia nesta semana nos cinemas. Com direção do pernambucano Lírio Ferreira, Serra das Almas ganhou o Prêmio Netflix no evento do ano passado, um primeiro grande indicador de seu potencial.
Trata-se de um thriller político bem resolvido, ambientado na cidade-título em um local afastado, nas profundezas do sertão do Pernambuco. O ritmo começa frenético com um sequestro e um roubo de joias. Os envolvidos são de um antigo grupo de amigos desajustados.
No entanto, o crime não sai como planejado e as possíveis consequências elevam a tensão, até quando a velocidade diminui e os toques de humor surgem. Nessa emboscada, conhecemos melhor e com mais calma esses ladrões peculiares e seus reféns.
Estão entre eles duas jornalistas sequestradas (Julia Stockler e Pally Siqueira), os bandidos (Ravel Andrade e David Santos) e um desconhecido que foi arrastado para tudo isso (Vertin Moura), todos presos em uma casa.
A atmosfera árida, típica de faroeste, embala a narrativa que se arrasta para chegar a reflexões sobre um passado mais distante de cada um.
Dois fatores fundamentais para recompensar algumas pontas soltas do filme é a estrutura, com boa edição, e a condução do diretor para um argumento existencial.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 2 de maio de 2025, edição nº 2942
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