‘Round 6’ repete formato em segunda temporada sem muitas novidades
Fenômeno da Netflix apresenta retorno ao jogo mortal, com a dinâmica consagrada “Batatinha frita 1, 2, 3” e algumas adições

O fenômeno coreano da Netflix retorna após três anos para uma segunda temporada igualmente sangrenta e cheia de adrenalina. A nova leva de episódios de Round 6, do criador e diretor Hwang Dong-hyuk, vai além do jogo mortal e explora questões sobre classes sociais e discriminação.
O protagonista Gi-hun (Lee Jung Jae) utiliza o dinheiro obtido com a vitória na primeira temporada para investigar o esquema e tentar se vingar e pôr fim à competição. Ele volta a entrar no jogo com a intenção de se infiltrar, mas o plano não sai como esperado.
Novos personagens são introduzidos, como um youtuber de criptomoedas e uma mulher trans (interpretada por um ator cis, o que tem gerado discussão). Eles começam competindo no infame e consagrado “Batatinha frita 1, 2, 3” e seguem depois para novos jogos, o que dá um certo equilíbrio entre clássico e novidade.
Há ainda a implementação de uma dinâmica em que os jogadores podem optar por encerrar a disputa após cada partida e dividir o prêmio arrecadado.
Mesmo com renovações, o formato soa repetitivo. Só difere por alguns novatos interessantes e pelo tom dado por Jung Jae na atuação.
Já a terceira e última temporada promete um final épico.
NOTA: ★★★☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 3 de janeiro de 2025, edição nº 2925