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Vinho e Algo Mais Por Por Marcelo Copello Especialista na bebida, Marcelo Copello foi colunista de Veja Rio. Sua longa trajetória como escritor do tema inclui publicações como a extinta Gazeta Mercantil e livros, entre eles "Vinho e Algo Mais" e "Os Sabores do Douro e do Minho", pelo qual concorreu ao prêmio Jabuti

Fã de vinhos mais “docinhos”? Conheça os rótulos meio-secos

As opções com uma certa doçura se mostram uma porta de entrada para quem se inicia no mundo da bebida

Por Marcelo Copello Atualizado em 21 jul 2022, 21h31 - Publicado em 22 jul 2022, 06h00

Comecei a beber vinhos na primeira juventude, com os tintos suaves, de garrafão. Passei pelos espumantes moscatéis, pelos alemães meio-doces, até, vários anos depois, chegar aos tintos secos. Esse é um caminho comum, segundo pesquisa relatada pelo master of wine Tim Hann em seu livro Why You Like the Wines You Like (Por que você gosta dos vinhos que você gosta, em tradução livre). Em geral, jovens, mulheres e bebedores menos assíduos preferem a doçura e evitam o amargor.

Principalmente para quem está começando a experimentar a bebida, as principais rejeições são justamente o traço amargo dado pelos taninos e a acidez dos tintos. Ambos conferem certa aspereza à bebida e são amenizados pelo álcool e, principalmente, pelo açúcar. Curiosamente, quanto mais experiente e envolvido é o consumidor, mais ele vai apreciar exatamente os taninos e a acidez. As opções com uma certa doçura são, então, uma porta aberta para quem se inicia no mundo de Baco. Hospitalidade, palavra em voga quando se fala em atendimento a clientes, se traduz nesse mundo em justamente ajudar as pessoas a achar rótulos de que gostam sem julgá-las, oferecendo meios para que cada um descubra seu gosto e o desenvolva.

É importante ressaltar que a percepção do amargor e da doçura variam muito. O número de bulbos gustativos em nossa cavidade bucal vai de 500 a 11 000, conforme o indivíduo, com grande variação de tipo de receptores. Pode-se ter maior sensibilidade ao amargo, mas não ao sal, por exemplo. Uvas muito maduras, que concentraram muita frutose e glicose, se transformam em álcool durante a fermentação, restando o que chamamos de açúcar residual. Também é permitida a adição de açúcares ao vinho pronto.

Pela legislação brasileira, os do tipo fino podem receber até 80 gramas do ingrediente. O teor de açúcar é expresso em gramas de glicose por litro pela norma de 2019 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os vinhos finos classificam-se como seco (até 4 gramas), demi-sec (ou meio-seco, de 4 gramas a 25 gramas), suave ou doce (superior a 25 gramas). Muitos produtores contestam que a faixa dos meio-secos — da qual você confere alguns exemplares abaixo — é demasiada ampla, já que um vinho com, por exemplo, 5 gramas de glicose pode ser seco se sua acidez e taninos forem mais altos.

Mrs Q Cabernet Sauvignon
Da Quarisa Wines, elaborado com cabernet sauvignon da região de Coonawarra, na Austrália, uma das melhores do mundo para essa casta. Amadurece dezesseis meses em barricas francesas e americanas novas e usadas, com cerca de 4 gramas de açúcar por litro, no limite entre seco e meioseco. R$ 117,53, na Wine.

Apothic Cabernet Sauvignon
Da vinícola Apothic, pertencente ao gigante grupo Gallo, na Califórnia (EUA), é elaborado com 100% cabernet sauvignon, com passagem por carvalho. Virou febre nos EUA por sua doçura de cerca de 11 gramas de açúcar. R$ 141,06, na Wine.

Terre di Sava Primitivo di Manduria DOP
A região da Puglia, na Itália, é bastante quente e seca, a ponto de sua casta principal, a primitivo, concentrar tanta doçura que seus vinhos resultam muito alcoólicos (por vezes, passando de 15%), com acidez baixa e açúcar residual alto. R$ 189,90, na Evino.

Portada Winemaker’s Selection
Elaborado com diversas castas (tinta roriz, alicante bouschet, cabernet sauvignon, caladoc, castelão, pinot noir, touriga nacional) pelo respeitado enólogo José Neiva. Um tinto superpremiado que agrada bastante. Contém nada menos que 20 gramas de açúcar por litro. R$ 99,90, na Evino.

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