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Por Por Marcelo Copello
Especialista na bebida, Marcelo Copello foi colunista de Veja Rio. Sua longa trajetória como escritor do tema inclui publicações como a extinta Gazeta Mercantil e livros, entre eles "Vinho e Algo Mais" e "Os Sabores do Douro e do Minho", pelo qual concorreu ao prêmio Jabuti
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Como funcionam as pontuações de vinhos?

Sejam por guias, revistas ou críticos, muitos rótulos estampam selos e medalhas para indicar a qualidade do produto

Por Marcelo Copello
2 fev 2024, 06h00

É certo que você já viu nos sites de vendas ou em selos estampados em garrafas um sem-número de medalhas ganhadas em concursos ou notas dadas por críticos especializados e guias. Mas como funcionam esses prêmios ou avaliações?

As pontuações de vinhos são atribuídas por críticos, revistas especializadas, guias e competições, como uma forma de avaliar e comunicar a qualidade dos produtos.

No entanto, as abordagens podem variar entre esses diferentes contextos. Em concursos, normalmente os vinhos são avaliados por uma banca de vários jurados, muitas vezes de vários países, e às cegas (sem que se saiba o que está sendo provado). A nota final será a média das notas, que serão convertidas em uma medalha (grande ouro, ouro, prata etc.), conforme os critérios específicos de cada competição.

Nos guias ou revistas especializadas, os critérios variam. Os vinhos podem ser avaliados às cegas ou não, por um painel de especialistas ou simplesmente por um degustador/autor. Os críticos individuais geralmente provam sozinhos, sabendo o que estão provando, e usando seus próprios critérios de avaliação. O resultado reflete sua opinião pessoal sobre um vinho. Estes certames se baseiam sempre em um misto de critérios técnicos internacionalmente aceitos, com uma dose de subjetividade, opinião e gosto pessoal de cada profissional.

Além disso, é importante notar que as pontuações não são o único indicador de qualidade, e o gosto pessoal desempenha um papel significativo na escolha da garrafa. Explorar diferentes avaliações e experimentar vinhos por si mesmo pode ser uma abordagem valiosa para encontrar aqueles que mais se adequam ao seu paladar.

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A pergunta natural seria: “posso confiar nessas notas e selos?”. Depende da qualidade do concurso/revista/crítico. Existem no mundo centenas de competições, publicações e avaliadores. Eu mesmo atuo em todas estas frentes como degustador profissional, no Brasil e no exterior, e sei que a qualidade e o rigor podem variar.

Alguns dos nomes internacionais que recomendo: os concursos International Wine Challenge (IWC), Decanter World Wine Awards (DWWA), International Wine and Spirit Competition (IWSC), os guias Gambero Rosso e Peñín, a revista Grandes Escolhas e os críticos Antonio Galloni (Vinous), Bettane+Desseauve, Jancis Robinson, Robert Parker (Wine Advocate) e Tim Atkin.

Brunello di Montalcino il Poggione 2017 Recebeu 93 pontos de Antonio Galloni. Coloração granada entre claro e escuro. Aroma complexo, elegante e intenso, com frutas maduras, couro, tabaco, anis, balsâmicos, defumados, alcaçuz. Paladar encorpado e elegante, taninos estruturados e finos, ótima acidez. Tem 14,5% de álcool e fica 24 meses em barricas de carvalho francês. Um grande brunello, com estrutura e finesse, para guarda. R$ 499,90 na Evino.

Concha y Toro Amelia Chardonnay 2018 Recebeu 95 pontos do crítico Tim Atkin. Com 100% uvas chardonnay do vale de Limarí, no norte do Chile, amadurece por doze meses em barricas de carvalho francês. Amarelo dourado claro e brilhante. Aroma intenso, belo encontro de fruta e madeira, deixando espaço para o lado mineral. Paladar de bom corpo, madeira aparece um pouco na boca, textura macia, boa acidez. Bate muitos borgonhas. R$ 499,00 na Evino.

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Publicado em VEJA São Paulo de 02 de fevereiro de 2024, edição nº 2878

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