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Por Por Marcelo Copello
Especialista na bebida, Marcelo Copello foi colunista de Veja Rio. Sua longa trajetória como escritor do tema inclui publicações como a extinta Gazeta Mercantil e livros, entre eles "Vinho e Algo Mais" e "Os Sabores do Douro e do Minho", pelo qual concorreu ao prêmio Jabuti
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Como montar uma adega de vinhos com 36 garrafas

A seleção deve ter tanto rótulos de consumo imediato como opções de guarda

Por Marcelo Copello
21 abr 2023, 06h00

Não existe ex-bebedor de vinho. Essa é uma frase repetida entre os apreciadores da bebida. Os fãs normalmente querem conhecer cada vez mais e montar uma pequena coleção.

Para ajudar nessa tarefa, preparamos uma sugestão de uma adega de 36 garrafas. Busquei um equilíbrio entre tipos, depois de separar a coleção em dois grupos. O primeiro, para consumo imediato. Esses rótulos podem ter menor quantidade, mas serão repostos com maior frequência. Os exemplares do segundo grupo, para alguns anos de guarda, aparecerão em igual ou maior quantidade, mas substituídos com frequência menor.

Na primeira seleção, começando pelos espumantes, sugiro três brancos secos e dois rosados, além de um moscatel. Brancos sem madeira, com um sauvignon blanc chileno, não podem faltar, pois são bons para praia, piscina e pratos do mar. Idem para os rosados, de safras recentes. Nos tintos para consumo rápido, invista em uma quantidade maior, pois no Brasil ainda são os preferidos. Que sejam com pouca ou nenhuma madeira, ampliando possibilidades de consumo. Um jerez fino é um grande aperitivo e um versátil curinga para harmonizações difíceis, indo do sushi ao curry e das azeitonas e às alcachofras.

Na parte de guarda, estão dois borbulhantes pensando em champanhes safrados ou espumantes de maior estrutura. Idem para brancos, que podem ser rieslings da Alemanha, ou, se o bolso permitir, um borgonha de estirpe. Vinhos de sobremesa ou fortificados são os mais longevos, evoluem por décadas e podem ser a chave de um jantar especial.

Nos tintos de guarda, foi onde a mão pesou na quantidade — entram rótulos de maior estrutura, com amadurecimento em madeira, de regiões clássicas. Afinal, é a categoria mais cobiçada. Mas é preciso ter a paciência de aguardar por mais tempo. Coloquei todos com, no mínimo, dois exemplares para evitar a frustração de precisar uma segunda garrafa e não ter.

Essa lista é só uma sugestão, que deve ser adaptada ao próprio gosto e das pessoas de seu convívio, bem como à disponibilidade financeira e de espaço para as garrafas.

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CONSUMO RÁPIDO
Espumante branco seco – 3
Espumante rosé – 2
Moscatel – 2
Rosé – 2
Branco jovem sem madeira – 2
Jerez fino – 1
Tinto jovem sem madeira – 4

PARA GUARDA
Espumante brut de guarda – 2
Branco de guarda – 2
Tinto de guarda – 12
Sobremesa branco – 2
Fortificado tinto – 2

Total – 36

Les Silex de Cabrières Châteauneuf-du-Pape 2019 Do Château Cabrière, com 80% grenache e 20% syrah, sem passagem por madeira. Cor violácea escura. Aroma de frutas negras, alcaçuz, cereja em calda, ervas, nota mineral que lembra pedras. Paladar encorpado e macio, com 15,5% de álcool, taninos doces. Tem potencial para evoluir de cinco a oito anos em garrafa. R$ 529,90, na Evino.

Rosapasso 2020 Do produtor Biscardo, do Veneto, 100% pinot noir. Cor entre rosa e casca de cebola, clara e brilhante. Aroma fresco e frutado, com notas de morango, pêssego, notas florais. Paladar muito leve, com apenas 12% de álcool, textura macia e equilibrada, agradável de beber. R$ 169,90, na Evino.

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Château des Aladères 2016 Do Château de Lastours, da subregião de Corbières, uma das melhores do Languedoc. Elaborado com 40% carignan, 30% syrah, 20% grenache e 10% cinsault. Um tinto leve e frutado, sem madeira, fácil de beber, para o dia a dia. R$ 152,82, na Wine.

Riku Sauvignon Blanc 2021 Da vinícola Siegel, feito com uvas sauvignon blanc do Vale de Curicó, no Chile, sem passagem por madeira. Cor esverdeada clara. Aroma fresco e cítrico. Paladar leve e fresco. Branco leve para o dia a dia, serve para aperitivo ou entradas feitas com peixes ou frutos do mar. R$ 82,24, na Wine.

Publicado em VEJA São Paulo de 26 de abril de 2023, edição nº 2838

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