Avatar do usuário logado
Usuário
Imagem Blog

Filmes e Séries - Por Barbara Demerov

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Aqui você encontra críticas, entrevistas e as principais novidades sobre o mundo do cinema e do streaming

Clark apresenta criminoso que inspirou o termo “Síndrome de Estocolmo”

Produção da Netflix é estrelada por Bill Skarsgård, ator que interpreta o palhaço de It — A Coisa

Por Barbara Demerov 27 Maio 2022, 06h00 •
Imagem mostra homem de terno, dentro de carro, olhando para a câmera
Clark: Bill Skarsgård interpreta criminoso complexo. (Eric Broms/Netflix/Divulgação)
Continua após publicidade
  • ✪✪✪ Logo nos minutos iniciais de Clark, minissérie da Netflix, é evidente que a experiência a seguir não será comum. Afinal, a vida de Clark Olofsson — criminoso que ganhou os holofotes da Suécia e do mundo nas décadas de 60 e 70 — não deve ser classificada como “normal”.

    + Mudança de Millie Bobby Brown impressiona; veja como está o elenco de Stranger Things

    O protagonista (interpretado por Bill Skarsgård, de It — A Coisa) narra seu nascimento e, a partir daí, o espectador acompanha diversas experiências de sua instável vida. Porém a série é baseada nas verdades e mentiras contadas pelo próprio Olofsson em sua autobiografia, o que limita a convicção de que ele pode ser alguém confiável.

    De paquerador a assaltante de banco, a produção de seis episódios aborda a trajetória do homem que desafiou leis, quebrou inúmeros corações com seu jeito de aproveitador e enfrentou diversos obstáculos em sua busca incessante pela liberdade.

    Entre tantos outros feitos nada glorificados (exceto por ele mesmo), Olofsson foi o responsável por inspirar o termo “síndrome de Estocolmo”, condição em que a vítima desenvolve um vínculo com o sequestrador ou agressor.

    Todo o cenário do famoso assalto que durou dias é apresentado com atenção, mas o título não se prende a apenas essa informação mais conhecida: o passado de Clark é evidenciado, seja pela relação com a mãe, que sofria nas mãos do marido, como pelas inseguranças do próprio.

    Continua após a publicidade

    Os episódios são bem dirigidos e surpreendem por condensarem tão bem uma história extremamente complexa, que poderia cair em repetições e possíveis desgastes diante de uma figura que, em teoria, não merece empatia. Mas, com a atuação sublime de Skarsgård — que realmente entrou na pele do personagem — o significado da famosa síndrome ganha uma camada irônica: é difícil não se apegar à jornada de Olofsson na ficção.

    Suas andanças pela Suécia, as pessoas que conhece, os problemas que encontra e os amores que sente por diferentes mulheres ajudam a moldar uma pessoa tão repugnante quanto singular.

    +Assine a Vejinha a partir de 12,90. 

    Continua após a publicidade

    Publicado em VEJA São Paulo de 1 de junho de 2022, edição nº 2791

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.
    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de R$ 39,99/mês