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Filmes e Séries - Por Barbara Demerov

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Extravagante, ‘Babilônia’ reforça domínio técnico de Damien Chazelle

Brad Pitt, Margot Robbie, Jean Smart e Diego Calva integram poderoso elenco; no entanto, filme se perde ao longo de suas 3h de duração

Por Barbara Demerov 20 jan 2023, 06h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 12h59
Margot Robbie é atriz em ascensão na Hollywood clássica
Margot Robbie é atriz em ascensão na Hollywood clássica (paramount pictures/Divulgação)
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Extravagante, ‘Babilônia’ reforça domínio técnico de Damien Chazelle Priorizar nos meus resultados Google

✪✪✪ Babilônia, novo filme de Damien Chazelle, está em cartaz nos cinemas e traz um elenco poderoso: Brad Pitt, Margot Robbie, Jean Smart, entre outros, brilham com personagens extremamente simbólicos para o cinema. Enquanto os dois primeiros são atores que amam seu ofício, a terceira é uma jornalista e crítica.

Chazelle, que busca homenagear a arte na qual trabalha ao contar uma história ambientada na transformação do cinema mudo para o falado, dá mais um show de direção. E tudo parece dar liga. Os cenários (como o da foto ao lado) são exuberantes, assim como os figurinos da época e a trilha sonora caprichada de Justin Hurwitz.

No entanto, as três horas de duração não são capazes de sustentar toda a narrativa, que se perde em um vai e volta dentro do microcosmo artístico. Os personagens são interessantes — especialmente Manny (Diego Calva), que acompanha tudo com um olhar de fora —, mas a técnica do longa acaba superando a criatividade. Chazelle se garante na ideia central, mas Babilônia reforça repetidamente sua intenção.

TRAJETÓRIA DE DAMIEN CHAZELLE

O cineasta e roteirista franco-ame­ricano de 37 anos possui uma sólida trajetória em Hollywood. Babilônia é apenas seu quinto longa-metragem, mas desde o início da carreira, em 2009, Chazelle vem dando o que falar. Seu primeiro filme é Guy and Madeline on a Park Bench, mas foi em 2014, com o fantástico Whiplash, que ele deu o pontapé para ser cotado às premiações.

E foi o que aconteceu. O filme independente, que custou 3 milhões de dólares, foi indicado a seis Oscar e recebeu três deles: melhor edição de som, melhor montagem e melhor ator coadjuvante para J.K. Simmons. Dois anos depois, o romance La La Land foi lançado e conquistou catorze indicações na mesma cerimônia. Emma Stone levou o Oscar por sua atuação e Chazelle venceu na categoria de melhor direção.

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Em 2018, o diretor se aventurou no gênero de ficção científica com O Primeiro Homem e repetiu a parceria com Ryan Gosling (que também estrelou La La Land). O astro interpretou o astronauta Neil Armstrong na produção ao lado de Claire Foy.

Publicado em VEJA São Paulo de 25 de janeiro de 2023, edição nº 2825

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