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A Tal Felicidade

Saúde, bem estar e alegria para os paulistanos
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Tirar um sabático: como uma pausa pode te ajudar a se reconectar

A empreendedora Roberta Kuzolitz fala sobre o desenvolvimento por meio do autoconhecimento

Por Roberta Kuzolitz, em depoimento a Helena Galante
5 jan 2024, 06h00

A vida é mais sobre o caminho, sobre ter coragem, sobre ir para a arena, do que sobre a linha de chegada. E a felicidade é a forma como encaramos essa jornada. Assim, o único caminho para a felicidade é o desenvolvimento.

Não se trata de inserir mais e mais conhecimentos rasos e técnicos, mas, sim, de desenvolver-se por meio do autoconhecimento. Isso significa olhar para suas sombras e luz, descobrir as suas competências e habilidades, revisitar suas estruturas, sentir-se bem com quem você é, ter seu propósito e objetivos claros.

E isso tudo só acontece se você decidir e estiver disponível para o processo. E o que um sabático tem a ver com a felicidade? Um sabático, quando paramos nossas atividades normais, como a carreira e as tarefas rotineiras e padrões, é um período no qual nos despimos de um status e decidimos buscar por mudanças, facilitando esse processo de desenvolvimento.

Todas as vezes que saímos da nossa zona de conforto, enxergando nesse movimento o nosso potencial e não somente os nossos resultados, temos orgulho de nós mesmos.

O sabático dá espaço para você se reconectar e sentir — mais do que apenas ter, fazer, executar sem reflexões… Ele te ensina sobre o não controlar, viver uma vida com mais espaços, sem ter a necessidade de agendas lotadas ou alta performance a todo momento. Ele mostra que o desequilíbrio consciente também faz parte do processo.

Tudo isso proporciona que sua mente acalme e, consequentemente, diminua a ansiedade. O sabático ensina que a vida não é sobre quantidade — de países ou lugares visitados, por exemplo — mas, sim, sobre qualidade. Tempo de qualidade.

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Ser um viajante em um sabático nos proporciona leveza. As viagens nos dão a oportunidade de vermos como reagimos a situações sem termos as influências das pessoas próximas a nós.

Não há a necessidade de provar nada a ninguém. Ser um viajante em um sabático proporciona melhorar sua auto-expressão, sua espontaneidade, sua autenticidade. Mais conectado consigo e com o que deseja para o mundo, você expõe o que vem do coração nos encontros ao acaso.

O processo de desenvolvimento durante o sabático contribui para que aqueles ruídos mentais, cheios de pensamentos e dúvidas, diminuam e você consiga se conectar cada vez mais com o ambiente, com a natureza e com as pessoas de forma mais presente.

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Proporciona, a cada dia, um desprendimento mais genuíno, transformando os dias em uma felicidade contínua por se sentir em paz com sua solitude, sem pressa para admirar, contemplar, experienciar e vivenciar novas formas de viver, muitas vezes inimagináveis por você.

Nesse mesmo processo, ele faz você se questionar se de fato o que você vivia ainda faz parte do que você quer viver, dando coragem para finalizar ciclos e também topar novos inícios.

Você entende que a vida é mais leve quando você solta e abre espaço para a mudança e para o inusitado acontecer.

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Independentemente da duração, desejo a você que o sabático seja um tempo para que se dedique ao que mais importa: você mesmo. Que você lembre de empreender na coisa mais importante da sua vida: você.

E que nele você tenha tempo para se curar, reconectar, regenerar, desafiar, redescobrir e, consequentemente, renovar. Voltar leve e preparado para encontrar a felicidade nos dias mais ordinários da jornada chamada Vida, eis o maior presente.

Imagem mostra Roberta em selfie em rua movimentada, cheia de edifícios
Roberta Kuzolitz (@robertakuzolitz) é mentora e diretora da ADVB/SC. Founder na RTK consultoria, mestre em gestão, inovação e empreendedorismo, é entusiasta dos temas relacionados a autodesenvolvimento pessoal e profissional. (Arquivo pessoal/Divulgação)

A curadoria dos autores convidados para esta seção é feita por Helena Galante.Para sugerir um tema ou autor, escreva para hgalante@abril.com.br.

Publicado em VEJA São Paulo de 05 de janeiro de 2024, edição nº 2874

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