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Ator Cláudio Marzo morre aos 74 anos

O ator Cláudio Marzo faleceu às 5h39 deste domingo, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. O ator estava internado desde o início de março e foi vítima de um enfisema pulmonar. Segundo a assessoria de imprensa da clínica, o corpo do ator será cremado, respeitando um pedido feito por […]

Por VEJA SÃO PAULO
Atualizado em 26 fev 2017, 18h16 - Publicado em 22 mar 2015, 16h16

claudiomarzo

O ator Cláudio Marzo faleceu às 5h39 deste domingo, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. O ator estava internado desde o início de março e foi vítima de um enfisema pulmonar. Segundo a assessoria de imprensa da clínica, o corpo do ator será cremado, respeitando um pedido feito por Marzo a seus filhos. Ainda não há informações sobre o velório e a cerimônia de cremação.

No ano passado, Cláudio Marzo já havia sido internado diversas vezes na Clínica São Vicente. Seu último trabalho na televisão foi em 2008 na série “Guerra e Paz”, da Rede Globo. Em 2007, ele interpretou Ramalho Jr. na minissérie “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes”. No mesmo ano, ele trabalhou na novela “Desejo Proibido”.

Nascido em 26 de setembro de 1940, em São Paulo, Cláudio era filho de uma família de operários. Ao 17 anos, abandonou a escola e começou a trabalhar como figurante na TV Paulista. Depois, seguiu par a TV Tupi e esteve em várias novelas que fizeram sucesso na Rede Globo. Ele integrou o elenco de novelas como Irmãos Coragem (1970), Plumas & Paetês (1980) e Pantanal (1990).

O ator na época da novela Irmãos Coragem

O ator na época da novela Irmãos Coragem

 

Marzo foi casado com a atriz Betty Faria, com quem tem uma filha, Alexandra. Ele também foi casado com a atriz Denise Dumont, com quem teve um filho Diogo. O ator ainda é pai de Bento, fruto de seu casamento com a atriz Xuxa Lopes.

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Repercussão

Vários representantes da classe artística lamentaram a morte do ator e relembraram trabalhos que participaram juntos na televisão e no cinema. “Trabalhamos juntos na novela A moreninha, lá no começo da Globo, em 1965, e depois em Quem ama não mata (minissérie de 1982, também da Globo), que foi um grande sucesso. Estivemos juntos algumas vezes na casa do (dramaturgo e novelista) Bráulio Pedroso, que era muito amigo dele e meu também”, disse a atriz Marília Pêra, segundo a qual “Claudio era quietinho, mais introspectivo, uma pessoa maravilhosa.”

A atriz recordou outras perdas recentes. “Tantos homens maravilhosos da minha geração estão morrendo, o Wilker (José Wilker, que morreu em abril de 2014), Carvana (Hugo Carvana, falecido em outubro passado). Amigos queridos. Os atores de minha geração precisam parar de morrer!”, afirmou.

A atriz Natália Timberg expressou que tivera “o prazer de cruzar com ele” na primeira novela que fez na Globo, Um rosto de mulher, em 1965. “Depois trabalhamos em Pantanal (Rede Manchete). É um colega de quem tenho as melhores lembranças, tinha um talento muito grande. Um ator que amadureceu muito bonito, era uma figura forte, bonita, uma presença marcante”, afirmou.

O ator na novela Coração de Estudante

O ator na novela Coração de Estudante

“É um dia muito triste. Devo muito da minha carreira a Cláudio Marzo. Quando estreei, na novela O Espigão, em 1974, ele me recebeu com uma cortesia que só um ser humano de primeira categoria tem”, declarou o ator Tonico Pereira à Globonews. Ele lembrou de trabalhos com Marzo no cinema. “Fizemos A Lira do Delírio’ (de Walter Lima Jr.)”, disse. E que recentemente estiveram internados no mesmo hospital. “Há uns sete meses, estávamos internados no mesmo hospital, em quartos próximos. Um dia fui andando até o quarto dele, nós conversamos. No segundo dia, ele não me reconheceu. Fiquei meio desarvorado com a possibilidade de ele não me reconhecer”, comentou.

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Também a atriz Regina Duarte relembrou parcerias com o ator. “Fizemos par romântico em quatro novelas. Tínhamos uma química muito especial, havia um entendimento tácito entre nós. Ele era muito agradável, muito expressivo”, disse a atriz, em entrevista para a Globonews. “Recentemente o visitei no hospital, não conversamos, só senti um brilho no olho dele. Ele viveu intensamente. Hoje, quando soube, pensei: ‘que bom que ele descansou, porque estava muito difícil para ele’. Era fantástico trabalhar com ele”, disse.

(Com Estadão Conteúdo)

 

 

 

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