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Parque Ibirapuera ganha exposição gratuita ao ar livre

Décima Mostra 3M de Arte fica em cartaz até 6 de dezembro e conta com dez obras de arte. Curadoria é da mineira Camila Bechelany

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
9 nov 2020, 14h35

Um dos espaços públicos mais importantes da cidade de São Paulo, o Parque Ibirapuera recebe a décima Mostra 3M de Arte. A exposição gratuita conta com dez obras, fica em cartaz até 6 de dezembro e tem curadoria da mineira Camila Bechelany, que já integrou a equipe curatorial do Masp.

A temática da exposição é Lugar Comum: Travessias e Coletividades Na Cidade. Ela se desdobra em uma reflexão sobre o papel do indivíduo como agente transformador do espaço público. Visitantes que queiram acionar os educadores da mostra devem se atentar ao horário que o setor educativo estará em funcionamento por lá: de segunda a domingo, das 10h às 21h.

Participam  Maré de Matos (SP), Narciso Rosário (PI), Coletivo Foi à Feira (SP e ES), a dupla Gabriel Scapinelli e Otávio Monteiro (SP), Camila Sposati (SP), Cinthia Marcelle (MG), Diran Castro (SP), Lenora de Barros (SP), Luiza Crosman (RJ) e Rafael RG (SP).

Rio de torneiras de Cinthia Marcelle (Karina Bacci/Divulgação)

No conjunto de obras é possível sublinhar a participação de Maré de Matos, que cria a instalação Púlpito Público. Lá, os visitantes se sentem em casa para fazer suas reivindicações com megafones abertos e disponíveis. Também é importante falar da releitura da obra Geografia [série Unus Mundus], feita por Cinthia Marcelle. A partir da progressão geométrica simples, mas em grande escala, braços de mangueiras de jardim unem um curso d’água a uma torneira se repetindo numa progressão constante e “infinita”, já que seu fim não é revelado. 

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Púpito de Maré de Matos
Púlpito de Maré de Matos (Karina Bacci/Divulgação)

Ao inverter o sentido “natural” da água canalizada, da torneira para o lago, Marcelle provoca a reflexão de que a água está sempre em movimento e ainda a constatação de que uma torneira não é algo tão banal quanto parece. “A água canalizada é uma das principais conquistas da civilização moderna e ela implica de forma decisiva em como o controle sobre recursos naturais e a consequente gestão desses bens ‘universais’ auxilia a organização da cidade”, explica a curadora Camila sobre o trabalho.

(Com informações da Agência Brasil)

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