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Valdemiro Santiago pode ser punido por “feijões mágicos” contra Covid

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 4 ago 2020, 14h15 - Publicado em 4 ago 2020, 14h12

O pastor evangélico Valdemiro Santiago e a Igreja Mundial do Poder de Deus podem ter que pagar pelo menos R$ 300 000 de indenização por danos sociais e morais coletivos. O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra o líder.

Em meio à pandemia do coronavírus, Santiago apareceu em um vídeo na internet anunciando sementes de feijão que, segundo ele, seriam capazes de curar a Covid-19. Ele chegou a citar o caso de um fiel que teria se recuperado da doença após o uso do feijão.

O Ministério da Saúde, por ter removido de seu site uma mensagem de alerta contra os anúncios enganosos do pastor, também responderá à ação.

De acordo com o MPF, Valdemiro Santiago incorreu em prática abusiva da liberdade religiosa ao colocar em riscos a saúde pública e induzir fiéis a comprarem um produto sem nenhuma eficácia comprovada.

A Igreja Mundial do Poder de Deus e o pastor Valdemiro Santiago ainda não se manifestaram sobre a ação. Em maio, a igreja havia dito que “a campanha do mês de maio ‘sê tu uma benção’, representado pela semente do feijão, não se refere a venda de uma ‘promessa de cura’, mas sim o início de um propósito com Deus”.

“Nos vídeos não há menção de nenhuma venda, o que rechaçamos veemente, haja vista que trata-se de uma sugestão de oferta espontânea, não tendo nenhuma correlação com venda de quaisquer espécies”, diz a nota da igreja.

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