Vídeo mostra sócia de bistrô badalado do Tatuapé agredindo funcionário

Em imagens internas do Cereja Flor Café Bistrô, Victor Fagundes Vieira, de 21 anos, é esganado e empurrado por advogado da proprietária

Conhecido pela decoração rebuscada, as taças lambuzadas de chocolate, a presença de subcelebridades e o público de 1 000 pessoas por fim de semana, o badalado restaurante Cereja Flor Café Bistrô, conhecido como o “Paris 6 do Tatuapé”, está passando por momentos de tensão nos últimos meses.

Uma briga na Justiça entre os sócios envolve a administração do espaço e denúncias de desvio de dinheiro. O mais novo capítulo da confusão diz respeito a denúncias de agressão praticadas contra um funcionário da casa.

+ Ostentação gastronômica: conheça o Cereja Flor, o Paris 6 do Tatuapé

Uma das sócias, Flavia dos Reis Alves, e seu advogado, Leonardo Souza Costa, aparecem em imagens das câmeras de segurança do local (confira vídeo abaixo) ameaçando e agredindo o funcionário Victor Fagundes Vieira, de 21 anos, no escritório do restaurante na última quarta-feira (26).

O rapaz havia sido demitido por Flavia sem a aprovação de outra sócia, Jaqueline Alves, que o manteve no cargo. A discussão ocorre após o funcionário, que trabalha na área administrativa, tirar cerca de 300 reais do caixa para pagar um fornecedor de bebidas.

Flavia e o advogado aparecem nas imagens pedindo a devolução do dinheiro e para que Vieira saia do espaço. Em alguns momentos, ele é esganado.

“Ninguém está de brincadeira aqui não, grande. Cadê a porra do dinheiro?”, diz Costa, em cena do vídeo. “Ou você sai numa boa ou vai ser na porrada mesmo. Vocês são bandidos e a gente vai lidar com bandidos”, completa Flavia.

“Ela coloca terror em todos os empregados, todo mundo tem medo dela”, declarou o funcionário, a VEJA SÃO PAULO.

Vieira registrou boletim de ocorrência por lesão corporal e injúria contra o casal no 31º DP (Vila Carrão). O caso está sendo investigado. Na quinta-feira (3), o bistrô não abriu.

Flavia afirma que o “vídeo foi editado” e “não houve agressão”. “Ele comete uma série de deboches e agressões verbais contra mim, demiti por justa causa”, afirma. “Chega uma hora que tem de arrancar à força, só fiz valer os meus direitos.” 

A reportagem tentou contatar Leonardo Costa, deixou recado na caixa postal, mas não obteve retorno.

As duas sócias travam uma batalha na Justiça por causa de denúncias de desvio de dinheiro e má administração do espaço. “Tem sido um inferno”, resume Jaqueline.

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  1. Aparecido Quesada

    nossa, que atitude repugnante, se aproveitar da posição social para maltratar o funcionário que em nenhum momento esboça reação, esse advogado também não teve compostura , espero que a OAB tenha tido ciência disso, é bom saber disso pois podemos decidir se queremos ir em um estabelecimento que tem uma postura dessa.