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Secretário diz que é preciso ‘observar lógica’ antes de vacinar professor

Rossieli Soares aponta a falta de imunizantes como principal entrave para a vacinação dos profissionais da educação

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 9 fev 2021, 16h54 - Publicado em 9 fev 2021, 11h22

O secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, disse nesta segunda-feira (8) que os professores não devem ser vacinados antes dos grupos prioritários, em especial os profissionais da área da saúde da linha de frente e os idosos com mais de 60 anos e que possuem comorbidades. 

“Sou favorável a ter a vacinação [dos professores], mas temos que ter uma lógica que precisa ser observada. Quem mais morre com Covid-19 são as pessoas com mais de 60 anos com comorbidades. Começar por eles é a maioria absoluta dos países tem feito”, explica o secretário em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura. 

Ele afirma que o indicador com maior responsabilidade de avanço ou retrocesso no plano de reabertura econômica é o de ocupação de leitos de UTI. “Quem é que tem os casos mais graves? Em geral, [idosos com] 60 anos ou comorbidades”.

Soares acredita que o problema atual é a falta de imunizantes disponíveis no país, mas que se pudesse “compraria vacinas para os professores”. Questionado sobre o motivo de outras categorias estarem à frente dos professores no plano de vacinação, ele respondeu que deveriam receber as doses agora somente os profissionais de saúde da linha frente antes dos idosos, e cabe ao Ministério Público fiscalizar. 

“Primeiro, aqueles que são pelotão da frente. Depois os que têm ocupado os leitos de UTI. E, após isso, outras prioridades. O professor está no plano nacional, mas temos essas prioridades que estão estabelecidas. Se nós tivermos mais vacinas, eu especialmente defendo sim que os professores sejam vacinados”, afirma o secretário. 

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