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Após chacina, Polícia Militar sai em defesa da corporação

Em nota publicada no Facebook, comando se referiu aos ataques como “atos supostamente praticados por bandidos que integram temporariamente a Instituição”

Por Veja São Paulo - Atualizado em 1 jun 2017, 16h40 - Publicado em 24 ago 2015, 14h07

O comando da Polícia Militar se referiu à chacina que aconteceu no último dia 13 como “atos supostamente praticados por bandidos que integram temporariamente a Instituição”. A declaração faz parte de uma nota divulgada pela corporação no Facebook para repudiar a “tentativa de criminalização da classe, por parte de quem quer que seja”.

+ “Encontrei meu irmão caído sobre o próprio sangue”, diz dono de bar

A Corregedoria da PM apura a participação de dezenove pessoas nos ataques. Entre os investigados estão dezoito policiais.

Mais seis mortes podem estar relacionadas com a chacina

chacina PM
chacina PM

O texto publicado na rede social foi uma resposta à charge que circulou na internet com a imagem de policiais militares usando o uniforme convencional durante o dia e outra roupa à noite, para cometer crimes.

Polícia divulga imagens de suspeitos de matar PM em Osasco

Área da chacina era patrulhada por policial militar que foi morto

Chacina Osasco
Chacina Osasco

Após uma semana da chacina que vitimou dezoito pessoas na Grande São Paulo, familiares fizeram uma missa em frente ao bar do Juvenal, no bairro Jardim Munhoz Jr, em Osasco, onde oito pessoas morreram e outras duas ficaram feridas. Antes do ato, Juvenal Teixeira de Sousa, de 34 anos, proprietário do estabelecimento, conversou com VEJA SÃO PAULO e relatou detalhes da “pior cena” que presenciou na vida. “Encontrei meu irmão caçula, de 19 anos, caído sobre o próprio sangue, atrás do balcão”, afirmou. O jovem trabalhava com o irmão no bar e estava realizando um sonho: a construção da casa própria. 

Juvenal Teixeira de Souza - bar - osasco - chacina
Juvenal Teixeira de Souza – bar – osasco – chacina

A Secretaria da Segurança Pública está oferecendo recompensa de 50 000 reais para quem ajudar com informações que levem à identificação e à prisão dos autores da chacina. O caso está sendo investigado por uma força-tarefa composta por setenta policiais civis e técnico-científicos na sede do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, na capital.

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