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Permuta para criar Parque Augusta inclui lote em Pinheiros

O terreno escolhido, de 40 800 metros quadrados fica na Rua do Sumidouro e faz esquina com a Marginal do Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo

Por Estadão Conteúdo - 18 jul 2017, 08h52

A gestão João Doria (PSDB) ofereceu um terreno de  188 milhões de reais em valores venais, às construtoras Setin e Cyrela em uma tentativa final de fechar acordo para a construção do Parque Augusta, no centro da capital. Embora as construtoras não comentem, na Prefeitura o acordo é tido como certo. O anúncio oficial deve ser feito na primeira semana de agosto. A transação entretanto, deverá passar pela Câmara Municipal.

A informação foi adiantada pelo jornal Folha de S. Paulo. O terreno escolhido, de 40 800 metros quadrados fica na Rua do Sumidouro e faz esquina com a Marginal do Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Ele abriga a Prefeitura Regional de Pinheiros e uma unidade da Companhia de Engenharia de Tráfego. Já o terreno do Parque Augusta tem 23 700 metros quadrados.

Embora os termos do acordo ainda devam ser revistos antes da aprovação final, a Prefeitura afirma que a área onde é possível fazer construções no terreno tem 18 000 metros quadrados e o restante não será edificado. O terreno também faz fronteira com a Praça Victor Civita.

Esse espaço, que ocupa dois lotes, já estava incluído em um projeto de lei enviado para a Câmara no mês passado que buscava obter autorizações para a Prefeitura vendê-lo e se desfazer também de todos os imóveis públicos com áreas de até 10 000 metros quadrados. Os recursos obtidos com as negociações seriam alocados em um fundo imobiliário. O projeto ainda não foi votado.

A gestão anterior, de Fernando Haddad (PT), havia feito uma oferta de  40 milhões de reais às empresas pelo parque. Depois, o Ministério Público Estadual propôs um acordo, sugerindo pagamento de  70 milhões de reais. O terreno do parque, que também ocupa dois lotes, tem valor venal de 122 milhões de reais. Valor venal é o mínimo que um imóvel pode ser vendido para fins de cálculo do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que é recolhido pela Prefeitura.

Segundo o secretário da Justiça, Anderson Pomini, em contrapartida pelo terreno, além de fazer o parque, as empresas terão de construir uma creche, um centro de acolhimento para moradores de rua, uma nova sede para a Prefeitura Regional de Pinheiros e manter a Praça Victor Civita por dois anos. Toda essas contrapartidas não poderão extrapolar 30 milhões de reais. Ainda não há previsão para o parque ficar pronto.

Os detalhes de como será o novo Parque Augusta ainda não estão fechados e a sociedade civil ainda deve opinar. O secretário do Verde e do Meio Ambiente, Gilberto Natalini, só adianta que o parque “vai ter 90% de área permeável e o bosque vai ser mantido”.

Segundo Célia Marcondes, do movimento Parque Augusta, o projeto terá de manter 100% da área verde e “respeitar o patrimônio que está ali”. “Aquelas arcadas que descobrimos devem ser mantidas.”

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