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Painéis de Portinari ocupam Memorial da América Latina

Exposição “Guerra e Paz”, que reúne trabalho feito entre 1952 e 1956, é ótima oportunidade para o espectador paulistano

Por Jonas Lopes
3 fev 2012, 23h50 • Atualizado em 18 ago 2025, 12h33
Paz - "Guerra e Paz" - 2255
Paz - "Guerra e Paz" - 2255 (Divulgação/)
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  • Não faltam na cidade exposições de Candido Portinari (1903-1962), devido principalmente ao fato de o modernista ter legado à posteridade cerca de 5.000 obras. Poucas montagens, contudo, possuem a importância de “Guerra e Paz”, em cartaz no Memorial da América Latina a partir de terça (7). O foco central da mostra está na rara — talvez única — possibilidade de apreciar os dois painéis feitos pelo paulista de Brodowski entre 1952 e 1956. Tratava-se de uma encomenda do governo brasileiro para presentear a Organização das Nações Unidas, em cuja sede nova-iorquina os trabalhos estiveram expostos de forma permanente nas últimas décadas. E mesmo lá os visitantes têm acesso um tanto restrito. Ótima oportunidade, portanto, para o espectador paulistano.

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    Outro bom motivo é o minucioso restauro realizado de fevereiro a maio do ano passado, em ateliê aberto ao público e montado no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. Como indicam os títulos, extraídos do clássico romance de Tolstói, um dos murais representa a guerra e o outro a paz, e neles Portinari explora a herança cubista sem cair no aspecto apelativo e algo derivativo da série Retirantes.

    Por causa das dimensões enormes (cada um tem 14 metros de altura por 10 de comprimento), eles ficarão num espaço chamado Salão de Atos. A Galeria Marta Traba, por sua vez, reunirá cerca de 100 estudos preparatórios. Apenas em 2013, depois de passar por Tóquio e Oslo, as peças retornam à ONU.

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