Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Nova variante da Covid-19 com 18 mutações é detectada em Minas Gerais

Modificações foram identificadas em outras variantes que aumentam o risco de morte

Por Redação VEJA São Paulo 7 abr 2021, 19h32

Pesquisadores do laboratório do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e do Setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Pardini anunciaram uma nova variante do novo coronavírus identificada em Belo Horizonte e na região metropolitana da capital mineira. A partir de amostras de pacientes contaminados pela Covid-19, dois genomas entre os 85 coletados indicaram a presença de um conjunto de 18 mutações nunca registradas antes.

A nova variante, de acordo com estudos genéticos, tem características iguais a da P.1 (descoberta em Manaus) a P.2 (identificada no Rio de Janeiro) a B.1.1.7 (do Reino Unido) e a sul-africana B.1.1.351. “É importante dizer que ela tem características comuns com as variantes que já estavam circulando no Brasil, mas ela também tem novas características. É como se essas variantes estivessem evoluindo”, explica o virologista da UFMG, Renato Santana.

As modificações, que também são apresentadas nas outras variantes, são associadas com o aumento do risco de morte. Entretanto, ainda é cedo para dizer se ela é mais transmissível ou desenvolve quadros mais graves da doença.

Os genomas com as variantes foram coletados nos dias 27 e 28 de fevereiro deste ano e, por não terem ligação epidemiológica – como parentesco ou região residencial – a probabilidade é que a modificação já esteja em circulação.

  • Continua após a publicidade
    Publicidade