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Hora da mudança: 6 dicas para evitar perrengues ao trocar de endereço

Levantamento de plataforma de aluguel mostra as maiores dores de cabeça na troca de endereço; veja o que fazer para evitá-las

Por Humberto Abdo Atualizado em 23 set 2021, 19h49 - Publicado em 24 set 2021, 06h06

Confira a seguir a pesquisa da plataforma de aluguel que mostra os maiores problemas enfrentados na hora de mudar de casa — e também as dicas para não passar por eles.

BUROCRACIA E DOCUMENTOS

Imprevistos na análise de documentos são frequentes. “Programar tudo com antecedência ajuda muito. Se o RG estiver desatualizado ou em mau estado, já é motivo para atrasar o processo”, diz José Osse, chefe de comunicação do QuintoAndar, que fez a pesquisa em parceria com a Offerwise e ouviu 1500 pessoas. Quase 40% já tiveram perrengues nessa fase.

A ENTREGA DAS CHAVES

Deixaram a chave do apartamento com um porteiro e ele esqueceu de avisar o funcionário do outro turno sobre a mudança: canseiras como essa são comuns e causam frustrações na hora de descarregar os móveis. Para evitá-las, é preciso reforçar o planejamento, checar tudo com antecedência ou optar por plataformas ou imobiliárias que façam a intermediação do aluguel e a gestão das chaves.

ANTECIPE A CHEGADA

Certos detalhes só são lembrados ou descobertos ao chegar à casa nova: pode fazer a mudança aos domingos? O elevador de carga suporta o peso e o tamanho dos móveis? O imóvel foi limpo recentemente? Fatores como esses podem dar dor de cabeça ou até impossibilitar a mudança. Das pessoas ouvidas, 34,9% disseram que tiveram problemas para limpar, encaixotar ou transportar móveis.

O DRAMA DO CARRETO

“Existe uma infinidade de prestadores de serviços, mas pouca informação, o que causa problemas. Na minha última mudança, o transportador não queria levar a geladeira”, conta José. Antes de pagar pelo transporte, faça um levantamento, verifique se a empresa tem muitas reclamações on-line e confira se a opção escolhida oferece todas as etapas desejadas, como serviço de empacotamento de objetos. Na pesquisa, 62,3% dos entrevistados tiveram problemas para limpar ou embalar móveis.

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POR TRÁS DAS PAREDES

Infiltrações, falhas hidráulicas e mau funcionamento elétrico, os principais problemas para 47,2% e 35,6% dos entrevistados, podem ser descobertos antes de finalmente se mudar. “É sempre bom abrir os armários e sentir o cheiro. Se tiver odor de umidade ou mofo, há algo errado. Na parte elétrica, se a casa ainda tem as tomadas com dois furos em vez de três, é sinal de que não mexem na estrutura elétrica há um bom tempo.” Sem esse olhar atento, complicações podem surgir logo nos primeiros meses.

A VERDADE VEM À TONA

É difícil prever pesadelos como um vizinho que pratica sapateado de madrugada, mas é possível evitar descobertas desagradáveis, como uma reforma feita às pressas. “Se a casa toda tem marcas de pintura em pontos estratégicos, precisa perguntar o motivo antes de fechar o contrato. Pode ser que tinha um problema que foi resolvido… Ou está escondido.” Conversar com futuros vizinhos ajuda a entender o ritmo do prédio e o histórico de reformas do local.

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Publicado em VEJA São Paulo de 29 de setembro de 2021, edição nº 2757

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