Motorista de aplicativo customiza carro e se veste de Papai Noel
Marcus Rogério de Souza Santos Silva, de 41 anos, passou a enfeitar seu carro em datas comemorativas
Imagine estar esperando um carro de aplicativo — não sem antes mandar uma mensagem pedindo para que o motorista não cancele a corrida — e, quando ele finalmente chega, você depara com um carro todo iluminado por tiras de Led que vão mudando de cor e estilizado com adesivos com os dizeres “Boas Festas”. Uma verdadeira surpresa, não? Mas não para por aí.
Dentro do automóvel, que não é puxado por renas, bolas, festões, pisca-piscas e outros enfeites natalinos adornam o teto. E o próprio condutor está a caráter. Sim, quem faz a corrida é um Papai Noel. Ou melhor, Marcus Rogério de Souza Santos Silva, 41 anos.
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Nascido em Diadema, na Grande São Paulo, vive na vizinha paulistana Vila Guacuri. Foi motorista de ônibus por dezoito anos e, em 2018, resolveu migrar para o mundo dos apps. A vontade de transformar seu Prisma Joy 2019 (próprio) em “trenó” veio no Natal do ano passado.
“Como não teríamos Papai Noel no shopping devido à pandemia, tive a ideia de me vestir assim. surgiu como uma brincadeira, mas deu certo, gerou alegria e acabei levando para a frente”, diz o motorista, que calcula ter gasto 220 reais com a customização. “Se não fossem as parcerias com fornecedores, sairia quase 3 000 reais”, confidencia.
Tomou gosto pela coisa e passou, então, a enfeitar seu meio de trabalho em outras datas, como Páscoa e Halloween. Quanto às reações dos passageiros, conta que há quem ria, quem chore (de emoção) e quem se sinta à vontade o suficiente para desabafar sobre tudo com ele. “Os adultos costumam se encantar muito, muito mais do que as crianças. desperta o Peter Pan que as pessoas têm dentro delas”, se diverte.
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Diz que não tem sentido tanto o impacto do aumento dos combustíveis, que fez muitos profissionais abandonar as plataformas. “Vivo uma situação estável financeiramente. Guardei dinheiro por anos”, garante. E jura que as decorações não impactam nem positiva nem negativamente na nota que os passageiros lhe atribuem na plataforma.
“Sempre fui muito bem avaliado e trato todo mundo que entra no carro como se fosse parente”, afirma Rogério, que é pai de dois filhos. Quando não está com as mãos no volante, se dedica aos estudos — iniciará, no ano que vem, o quinto semestre de direito, sua primeira graduação.
Mais que trabalhar na área jurídica, diz que seu maior sonho mesmo é “ver todo mundo bem e feliz”. De corrida em corrida, acredita ter conseguido contribuir para isso.
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Publicado em VEJA São Paulo de 29 de dezembro de 2021, edição nº 2770
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