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Mortes de motociclistas crescem 20% nas marginais Tietê e Pinheiros

De acordo com a Polícia Militar, o aumento dos acidentes em 2020 pode estar relacionado com o crescimento de entregadores e menor trânsito na pandemia

Por Redação VEJA São Paulo 27 out 2020, 12h18

Entre janeiro e setembro de 2020, o número de motociclistas mortos em acidentes nas marginais Tietê e Pinheiros cresceu 20% em comparação com o mesmo período de 2019. As informações são da GloboNews. 

De acordo com dados tabulados pelo Comando de Policiamento de Trânsito, CPTran, e o Infosiga, base de dados do governo do estado, o aumento de óbitos foi de 15 para 18 nas marginais. Em toda a capital, no mesmo período de tempo, a quantidade de motociclistas mortos aumentou de 203 para 208, um percentual de 2% em relação à 2019. 

Outros dados do Infosiga apontaram que, entre janeiro e setembro deste ano, dos 927 acidentes de trânsito com uma ou mais vítimas nas marginais, 652 envolveram motocicletas, 70% do total. E das 31 mortes em acidentes contabilizadas durantes esses meses, mais da metade foram de motociclistas, sendo 58%. 

Menor tráfego, mais imprudência

De acordo com o major Marcos Cunha, porta-voz do CPTran, é possível que a alta das mortes nas marginais Tietê e Pinheiros esteja relacionada a diminuição da intensidade do trânsito durante a pandemia, declarada oficialmente em março.

“Chegamos a ter meses com 40% de veículos a menos nas marginais em relação ao movimento do ano passado. Isso pode estimulado alguns motociclistas a conduzirem em velocidade maior durante essa quarentena”, analisa Cunha.

Ainda segundo o porta-voz, a grande demanda por serviços por delivery aumentou a quantidade de motociclistas trabalhando como entregadores, e isso também pode ser um dos fatores que impactou no aumento de mortes.

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