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Morre Luiz Trozzi (1932-2016), o “rei da linguiça”

Empresário que fundou o Gijo, na Vila Mariana, tinha 84 anos

Por Fábio Galib 12 dez 2016, 18h47

O tradicionalíssimo Gijo começou a semana de portas fechadas e aquele pedaço da Vila Mariana, um tanto mais triste. Luiz Trozzi, que fundou o endereço em 1955, morreu na manhã deste domingo aos 84 anos, após uma semana internado em decorrência de uma pneumonia.

Também conhecido como “O Rei da Linguiça”, Trozzi comercializava na pequena loja, no número 16 da Rua Doutor Pinto Ferraz, duas dezenas de variedades do embutido, todas de produção artesanal. Na lista de suas invenções há calabresas que levam recheios de queijo provolone e tomate seco ou de oito tipos de ervas.

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Nascido no Bixiga e neto de italianos, o empresário havia herdado o negócio do pai, até então um açougue comum. À frente da loja, conquistou clientes do ramo como Alex Atala, Olivier Anquier, Massimo Ferrari, além de famosos como Fausto Silva. Viúvo desde 1997, pai de duas filhas, nas raras horas de folga gostava de apostar em cavalos, pescar e ver da poltrona de sua casa os jogos do Palmeiras.

“Quando eu morrer, a melhor linguiça do mundo acaba também”, chegou a afirmar Trozzi em 2011, em entrevista para Veja São Paulo (leia a reportagem completa aqui). Ou não. Quem deve tocar o negócio daqui em diante é seu irmão mais novo, Francisco. E, ao que tudo indica, ele deve reabrir ainda esta semana – na manhã desta segunda, funcionários apareceram ali para limpar o salão e deixar tudo ajeitado antes de baixarem as portas novamente. De todo modo, a simpatia do fundador, costumeiramente de óculos escuros e sapatos brancos, vai fazer falta.

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