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Boate Love Story vai à falência

Danceteria marcou a noite do público adulto paulistano por quase trinta anos

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 12 fev 2021, 18h14 - Publicado em 12 fev 2021, 17h17

O decreto que sentenciou a falência da boate Love Story, uma das mais conhecidas da cidade de São Paulo, foi publicado nesta quarta-feira (10). O juiz Marcelo Barbosa Sacramone, da 2ª Vara de Recuperação Judicial e Falências de São Paulo, assinou o documento. A informação foi antecipada pelo portal JOTA. 

Os donos da danceteria entraram com pedido de recuperação judicial em agosto de 2018. O objetivo era conseguir congelar dívidas, na casa dos R$ 1,7 milhão. A pandemia do coronavírus, no entanto, impediu o funcionamento de casas noturnas por meses, o que levou ao descumprimento do plano de recuperação judicial e outros compromissos assumidos pela Love Story. 

Na argumentação feita pelo advogado Marcelo Hajaj Merlino, que protocolou o pedido de recuperação há três anos, ele disse que “a boate Love Story está inserida no circuito de casas de entretenimento noturno e discotecas de São Paulo, arrolada como um ponto de encontro de quem gosta da noite paulistana, sendo referência nos guias de pontos turísticos de São Paulo há mais de uma década.” 

Além disso, Merlino alegou que a situação da discoteca, localizada no centro da cidade de São Paulo, na Rua Araújo, 232, em frente ao Edifício Copan, se dava porque “os jovens de hoje não gostam mais de frequentar boates”.

“A geração que atingiu a maioridade nos últimos 10 anos tende a outras atividades, estão mais ligados com o status da rede social do que estar nas ‘baladas’ como antigamente, é uma geração mais focada aos encontros em ‘clubes fechados’ nas ‘sunset parties’, ‘pool parties’, ‘Raves’ ou ainda nos eventos sertanejos”, disse o representante da casa na ocasião. 

No entanto, a Justiça decretou a falência do espaço no último dia 10. O juiz assinalou que “com a determinação do poder público de restrições ao comércio, estão sem perspectiva de retomada de suas atividades”.

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Marcelo pontua ainda que “o inadimplemento não se justifica apenas em razão da pandemia. O crédito trabalhista deveria ter sido pago em novembro de 2019. Antes, portanto, da pandemia, a recuperanda já era inadimplente”.

O juiz decretou a falência pois, segundo ele, a boate não está “em atividade empresarial, o plano foi descumprido, não há prestação de informações, não há perspectiva de retomada, não há estruturação para superar a crise, nem diligência por partes dos interessados para que a insolvência seja concretamente superada”.

A Vejinha tenta contato com representantes da Love Story para uma declaração sobre o decreto.

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