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João Doria nega lockdown e confirma “quarentena inteligente” em SP

"Neste momento não há perspectiva de lockdown imediato. Neste momento, não vamos decretar em nenhuma cidade", disse nesta segunda (25)

Por Redação VEJA São Paulo - 25 Maio 2020, 17h21

Em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (25), o governador João Doria (PSDB) disse que o estado de São Paulo não terá um lockdown neste momento. “Neste momento, tenho que ser sincero. Neste momento não há perspectiva de lockdown imediato. Neste momento, não vamos decretar em nenhuma cidade. Mas o olhar é diário, temos o sistema de monitoramento inteligente”, afirma.

Além de afastar a possibilidade imediata da medida mais rígida no combate ao novo coronavírus, o governador confirmou uma “quarentena inteligente” a partir de junho: “Nós teremos uma nova quarentena. Não é imaginável que possamos não ter uma nova quarentena a partir de 1º de junho, mas será uma quarentena inteligente. Ela vai levar em conta toda a regionalização de São Paulo, no interior, capital, região metropolitana, litoral. A decisão não será homogênea. Até agora foi porque precisava ser. Agora, podemos fazer heterogênea, seguindo orientação do comitê de saúde. Áreas que definam flexibilização cuidadosa e em etapas, será levado em consideração. Onde não puder, não será.”

O plano para a quarentena inteligente será explicado de forma detalha em coletiva à imprensa na quarta-feira (27). “Neste exato momento, hoje, não temos perspectiva de amanhã decretar lockdown, o que não implica que não venhamos a recomendar medidas adicionais em lugares onde há necessidade de melhorar o índice e reduzir os índices de leitos de UTI. O que fazemos é uma quarentena inteligente, que é feito com tecnologia e informações.”

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Doria também disse que não há qualquer divergência entre ele e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB). “Não há divergência entre o prefeito e eu. A relação com o Bruno Covas e sua equipe é a melhor possível desde o início da quarentena. Nenhuma decisão será tomada sem harmonia. Não há divergências, há análises, informações. Ouvimos e sabemos ouvir todas as opiniões. As reuniões aqui são construtivas. Sempre fizemos reuniões sem palavrões, ofensas, discussões e sem bater a mão na mesa. Isso não há em São Paulo”, afirmou.

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