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Itens de segurança para se observar na balada

Major do Corpo de Bombeiros indica o que o frequentador deve exigir dos clubes e como proceder em caso de emergência

Por Redação VEJA SÃO PAULO Atualizado em 5 dez 2016, 16h22 - Publicado em 28 jan 2013, 18h28

Na madrugada do último domingo (27), um incêndio tomou conta da casa noturna Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Até o momento, foram confirmados 232 mortes. Outras 131 pessoas ficaram feridas. A tragédia teria começado quando o vocalista da banda que se apresentava na festa acendeu um sinalizador e as faíscas atingiram a espuma do isolamento acústico.

Em São Paulo, já houve um caso parecido: em 2006, o clube Space, na Vila Olímpia, pegou fogo. Na ocasião, algumas pessoas sofreram intoxicação pela fumaça, mas não houve mortos nem feridos em estado grave. Tudo começou com uma apresentação de pirofagia, em que um artista cuspiu fogo próximo ao teto feito de material inflamável.

A pedido da VEJASAOPAULO.COM, o Major Cassara, chefe da Divisão de Atividades Técnicas do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, relacionou itens de segurança que o frequentador pode observar em uma casa noturna. O profissional também deu dicas sobre como proceder em caso de emergência:

– Procure saber a lotação máxima da casa. “É importante que esteja em uma placa num local visível, se possível ainda na entrada”, afirma.O respeito a esse limite favorece uma eventual evacuação.

– Pergunte sobre a brigada de incêndio. Toda a casa com lotação maior de 100 pessoas precisa ter uma equipe – funcionários do lugar – que tenha treinamento específico para agir em casos de incêndio. “Se tiver quatro funcionários, três devem fazer parte do grupo”, explica. Eles devem ter conhecimentos específicos sobre as rotas de fuga da casa e sobre o plano de ação.

– Repare se há algum tipo de obstrução nas saídas de emergência. “Um espaço para 200 pessoas precisa ter uma porta de pelo menos 1 metro e meio de largura”, acrescenta.

– Atenção para a localização da saída de emergência: cada porta deve estar no máximo a 40 metros de distância do público. 

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– Saiba que os materiais de decoração também contam. O ideal é que os revestimentos tenham nível baixo de propagação de fogo e fumaça. Detectores e chuveiros automáticos também são de grande ajuda.

– Observe se há luzes de emergência que indicam o caminho das escadas e da saída.

– Extintores de incêndio. “Casas noturnas de até 750 metros quadrados são considerados de risco médio”, afirma. Por isso, a distância entre o extintor e qualquer pessoa presente deve ser de no máximo 25 metros.

– Em caso de emergência, não entre em pânico. “Este é um momento que temos de ter toda a atenção possível”, afirma o major. Se ouvir alguém gritar “Fogo!” ou sentir cheiro de fumaça, procure a saída mais próxima com calma.

– Tenha cuidado para não tropeçar em escadas. 

– Procure andar o mais próximo do chão e sempre em direção à saída. “A fumaça tóxica fica na parte superior e o oxigênio, que é mais denso, desce”, explica.

– Se possível, molhe um pedaço de pano e coloque no rosto. “O pano funcionará como um filtro contra a fumaça tóxica.”

– Ligue para o 193 (Corpo de Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar) e chame por socorro.

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