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Instagram oferece auxílio a usuário que indica ter ansiedade ou depressão

Ferramenta implementada pela rede social conta com parceria de entidades de combate ao suicídio e de defesa dos direitos humanos

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 28 mar 2019, 19h20 - Publicado em 28 mar 2019, 18h53

Pouca gente sabe, mas o Instagram tem ferramentas voltadas especialmente a usuários que indicam ter problemas com ansiedade e depressão. Depois de identificar um movimento de internautas que buscavam hashtags sobre esses temas para contar suas experiências, ou procurar ajuda, a rede social decidiu investir em parcerias com outras entidades com o objetivo de prestar assistência a esse público.

“Isso começou no fim de 2016. Percebemos que tinha uma parcela de usuários procurando esses temas para compartilhar experiências, buscar apoio. Então pensamos: como podemos ajudar essas pessoas?”, contou Natalia Paiva, gerente de relações institucionais do Instagram na América Latina.

Instagram oferece apoio a internautas que fazem buscas consideradas delicados pela plataforma Reprodução/Veja SP

O Instagram desenvolveu uma ferramenta que oferece dicas aos internautas que realizam buscas por “ansiedade” e “depressão” pelo app. Ao localizar essas hashtags, surge uma mensagem grande na tela do celular: “Podemos ajudar?”.

Embaixo desse recado, a plataforma oferece ajuda ao internauta, sugerindo uma conversa com outro amigo, ou falar com “voluntários da linha de apoio”.

Esses voluntários pertencem a entidades com as quais o Instagram fechou parcerias no Brasil. No país, a rede social conta com a colaboração do Centro de Valorização da Vida (CVV), órgão que realiza apoio emocional e tenta previnir o suicídio, além do SaferNet, associação de defesa de direitos humanos. “Além de recomendarmos a conversa com outros amigos na rede social, nós também direcionamos essa pessoa que esteja passando por um momento difícil a esses órgãos para buscar ajuda”, disse Natalia.

A hashtag “depressão” tem 216 000 publicações até o momento no Instagram. Já a “ansiedadegeneralizada”, quase 50 000.

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