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Humorista faz piadas com massacre de Suzano e gera revolta na internet

Jovem disse, por exemplo, que a culpa do atentado foi das crianças que "aceitaram balas de estranhos", entre outras brincadeiras de gosto duvidoso

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 31 May 2019, 15h30 - Publicado em 31 May 2019, 15h29

O humorista Dihh Lopes postou nesta segunda-feira (27) no YouTube um vídeo de um show de stand-up em que aparece fazendo piadas sobre o massacre de Suzano, ocorrido em março. No segmento, intitulado de Piadas para a família, o jovem começa falando que se surpreendeu pelo fato da cidade na região metropolitana de São Paulo ter escolas.

Depois fez piada culpabilizando as crianças pelo atentado. “Isso aconteceu por conta das crianças que não ouvem suas mães. Isso nunca ia acontecer comigo, porque eu sempre ouvi o conselho da minha mãe de não aceitar balas de estranhos“, afirmou.

Ele seguiu falando que por lá eles “levam a sério a brincadeira de vivo morto” e que o lugar é tão perigoso que devia ser chamado de “Suzano von Richthofen”. Assista ao vídeo:

Com temática escolar, o roteiro tinha outras anedotas de caráter questionável. Ele zombou, por exemplo da deficiência do físico Stephen Hawking. “Era o melhor aluno de física e o pior de educação física“, disse. Em outro trecho, brincou com o crime de Elize Matsunaga, que matou e esquartejou o marido em 2012. “Todo mundo é bom em pelo menos uma coisa na escola. Elize Matsunaga é boa de divisão“, afirmou.

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Após o vídeo gerar repercussão negativa na internet, Lopes utilizou suas redes sociais para se defender. “Quem me conhece um pouquinho sabe o tipo de conteúdo que é esse piadas para família. Piadas de ‘humor negro’, em que qualquer um tem o direito de gostar ou não. Mas pra quem não me conhece, eu fiz questão de colocar um aviso no início de todo o vídeos pra deixar claro o tipo de conteúdo que viria pela frente.

Confira o aviso abaixo:

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