Flagrantes da metrópole: Carol Quintanilha divide seu olhar sobre São Paulo
Confira as imagens de Carol Quintanilha, um dos oito ensaios sobre São Paulo em comemoração ao aniversário da cidade

Neste sábado (25), São Paulo celebra 471 anos de história. E esta edição especial comemorativa do seu aniversário tem para a Vejinha um colorido especial. Em 2025, a revista comemora 40 anos, desde a publicação de sua primeira edição, em 9 de setembro de 1985.
Para conjugar tudo numa só celebração, convidamos oito fotógrafos, paulistanos ou forasteiros que escolherem aqui viver, para oferecem aos leitores pequenos ensaios que traduzissem sua visão pessoal sobre esta cidade, tão cheia de contrastes, diversa na paisagem, no povo e na arquitetura. Um prato cheio para o olhar sensível destes profissionais.
Cada um enviou cinco imagens muito particulares, quarenta ângulos da cidade que, juntos, revelam uma metrópole de muitas possibilidades. Confira abaixo os cliques da fotógrafa paulistana Carol Quintanilha.

Paulistana da Zona Oeste, Carol Quintanilha, 51, assim como muitos de seus colegas de profissão, entrou para a fotografia pela porta do jornalismo, curso em que se formou. Depois de estudar história e antropologia visual, enveredou pela reportagem fotográfica e chegou a ter uma agência de fotografia em Londres, focada na imprensa brasileira.
Os quatro anos na terra da rainha foram os únicos em que viveu fora da capital paulista. “É onde me sinto acolhida e onde tenho minha rede de afetos.” De volta a São Paulo, desenvolveu trabalhos para grandes veículos, incluindo VEJA e VEJA SÃO PAULO, e flertou com a publicidade, até se especializar em fotografia documental. “Me meti em viagens pelo Brasil, passei um tempo no sertão nordestino, fiz algumas exposições e publiquei em revistas estrangeiras.”
Também passeou pelo audiovisual, primeiro como diretora de fotografia e, mais tarde, em direção e roteiro também. Uma carreira de trinta anos, cheia de aventuras, que a moldaram como pessoa e profissional, mas nunca a afastaram da fotografia. “Minha alma é voyeur e, por mais que me arrisque em outras áreas, vejo o mundo com esses olhos que enxergam a luz, que aguardam o momento”, conta esta apaixonada pelo sol baixo, “quando as sombras ficam longas e os raios solares passam pelas lacunas e lambem a textura áspera da cidade. Sou essencialmente fotógrafa”, afirma Carol, que atualmente desenvolve uma pesquisa por “cruzamentos históricos, rios enterrados e encantados perdidos”.



Publicado em VEJA São Paulo de 24 de janeiro de 2025, edição n° 2928