Fidel Castro, ex-presidente de Cuba, morre aos 90 anos

Raúl Castro fez anúncio oficial na TV estatal cubana na madrugada de sábado (26)

O ex-ditador cubano Fidel Castro, morreu à 1h29 (horário de Brasília) deste sábado (26), aos 90 anos, na capital Havana. A informação foi divulgada por seu irmão Raúl Castro em pronunciamento na TV estatal cubana.

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“Com profunda dor compareço para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro do 2016, às 22h29, faleceu o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz”, disse Raúl Castro. Segundo ele, o corpo de Fidel será cremado. Informações sobre o funeral serão divulgadas em breve.

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As últimas imagens de Fidel Castro são do dia 15, quando recebeu em sua residência o presidente do Vietnã, Tran Dai Quang. Antes disso, foi visto em um ato público no dia 13 de agosto, na comemoração de seu 90º aniversário. A festa reuniu mais de 100 mil pessoas.

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O líder da Revolução Cubana admitiu, em 2011, que nunca pensou que viveria “tantos anos”. Em abril passado, declarou:: “Em breve serei como todos os outros. A vez chega para todos”.

Em 2006, após uma grave doença, Castro cedeu grande parte do seu poder ao seu irmão mais novo Raúl, hoje com 85 anos e, dois anos depois, deixou a ele a posição de presidente. Desde então, Raúl governou Cuba. Ele afirmou que pretende deixar o poder em 2018.

Um dos líderes mais longevos do século XX, Fidel se tornou um símbolo poderoso para seu país desde que entrou em Havana, em 1959. Sem passado militar, expulsou do poder o general e ditador Fulgêncio Batista em uma luta que começou com o fracasso da tomada do quartel Moncada, em 1953.

Fidel desafiou dez presidentes dos Estados Unidos. Mas não se opôs quando Raúl, que o sucedeu no poder, decidiu restabelecer relações diplomáticas com seu adversário da Guerra Fria no fim de 2014. O país foi condenado nternacionalmente pela situação de direitos humanos a pedido da Comissão de Direitos Humanos da ONU. O ditador foi responsável pela morte de milhares de pessoas em julgamentos sumários, pela fuga de milhões para o exterior e pela penúria dos que permaneceram no país

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