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Masp: Evandro Carlos Jardim revisita mostra da década de 70

Artista paulistano de 75 anos retorna ao museu com mais 150 peças inéditas, em total de 250 trabalhos

Por Jonas Lopes Atualizado em 5 dez 2016, 18h44 - Publicado em 25 jun 2010, 22h23

Em 1973, o paulistano Evandro Carlos Jardim, que viria a representar o Brasil na Bienal de Veneza três anos depois, levou ao Masp uma individual de título quilométrico e curadoria de Pietro Maria Bardi. Chamava-se ‘a noite, no quarto de cima, o cruzeiro do sul, lat. sul 23º32’36”, long.w.gr. 46º37’59”’ — assim mesmo, em minúsculas. Agora, o artista de 75 anos retorna ao museu e àquela mostra, com mais 150 peças inéditas. No total, são 250 trabalhos, entre gravuras, pinturas, desenhos, fotos e cadernos de anotações. “Continuei concentrado no desenvolvimento da série”, explica. “São obras sobre São Paulo, especialmente a Zona Sul, onde fica meu ateliê, e também as margens do Rio Pinheiros e o Pico do Jaraguá, que enxergo do estúdio.” Nem sempre as referências à cidade surgem de forma direta e reconhecível. Algo proposital: “Não quero fazer documentação, mas captar a passagem do tempo, as transformações e, assim, apreender a atmosfera da metrópole”, diz Jardim, que define seu processo criativo como uma “arqueologia da memória”. Outro motivo especial para a nova exibição no Masp é sua relação afetiva com o museu. “Expus pela primeira vez lá, numa coletiva em 1963, quando a sede ainda ficava na Rua 7 de Abril”, lembra. “Na juventude, aprendi demais admirando aquele acervo.”

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