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Estação de metrô começa a ganhar sinalização Japão-Liberdade

Nas redes sociais, há críticas à mudança por excluir descendentes de outros povos que vivem na região, como coreanos e chineses

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 3 ago 2018, 15h28 - Publicado em 3 ago 2018, 15h20

O Metrô começou a aplicar nesta sexta-feira, 3, as sinalizações com o novo nome da estação Japão-Liberdade, da Linha 1-Azul, no centro da cidade de São Paulo. A mudança foi decretada pelo governador de São Paulo, Márcio França (PSB), em 24 de julho. Em 2018, são celebrados os 110 anos da imigração japonesa no Brasil.

Outra troca semelhante ocorreu na praça em que a estação está inserida, que, desde 18 de julho, passou a se chamar Praça da Liberdade-Japão. A mudança é prevista na lei municipal 16 960/18 sancionada pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), a pedido do empresário japonês Hirofumi Ikesaki – ele investiu 200 000 reais do próprio bolso para a revitalização da praça, como adiantou VEJA SÃO PAULO.

Nas redes sociais, a modificação dividiu opiniões. Algumas pessoas acharam justa a homenagem aos imigrantes japoneses e lembraram de outras mudanças em nomes de estações de Metrô, como a que trocou Ponte Pequena por Armênia, também na Linha 1-Azul, e as adições de nomes de clubes de futebol (Palmeiras-Barra Funda, Corinthians-Itaquera e São Paulo-Morumbi).

Há também críticas à mudança por excluir descendentes de outros povos que vivem na região, como coreanos e chineses. Além disso, ela também é discutida por ignorar outros períodos da história do bairro, como, por exemplo, quando foi abrigo de escravos e ex-escravos no século 19.

Os primeiros japoneses chegaram ao bairro da Liberdade em 1912, fixando-se na Rua Conde de Sarzedas, de acordo com informações da Prefeitura de São Paulo. Até então, os imigrantes que chegavam ao Estado de São Paulo partiam para cidades do interior.

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