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Empresário planta 27 000 mudas por conta própria em parque de SP

Há treze anos, Hélio Silva investe do próprio bolso no plantio de espécies nativas da Mata Atlântica para revitalizar Tiquatira, na Zona Leste

Por Ricardo Chapola - 5 Feb 2019, 17h52

Todos os dias, o empresário Hélio Silva, de 67 anos, faz caminhadas pelo Parque Tiquatira, na Penha, Zona Leste de São Paulo. É praticamente um ritual de Silva desde que chegou na cidade, há sessenta anos. Nascido no interior, na cidade de Promissão, o empresário disse que sempre sentiu muito carinho pelo parque que ficava no mesmo bairro que escolheu para morar.

O carinho só não foi ainda maior na época por causa da situação em que o parque se encontrava. “Era uma área pública abandonada, suja, degradada, imunda. Existam ali microcracolândias, motéis a céu aberto. Era insuportável”, afirma o empresário.

O Parque Tiquatira é uma área de 32 000 metros quadrados administrada pela prefeitura de São Paulo.

Diante desse cenário, Silva decidiu agir por conta própria. Em 2003, durante uma de suas caminhadas, passou a gastar o próprio dinheiro para tentar recuperar.

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Desde então, todos os finais de semana, o empresário vai ao Tiquatira plantar mudas de plantas nativas da Mata Atlântica. De 2003 até hoje, Silva plantou quase 27 000 árvores no parque.

A meta de Hélio Silva é plantar 50 000 mudas no parque Tiquatira Divulgação/Veja SP

“São mais de 150 espécies diferentes de plantas nativas da Mata Atlântica. Toda semana vou para Limeira, compro as mudas e depois planto no parque”, disse.

O empresário compra as mudas em cidades do interior, como Limeira. E, atualmente, conta com ajuda de dois amigos para plantar. Mas, por muitos anos, Silva fazia tudo sozinho.

“A gente coloca a mão na terra mesmo. O bom é que hoje tenho ajuda. Mas teve época que ninguém me ajudava, não”, disse. Sua meta é plantar 50 000 mudas.

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Só em 2018, Silva afirmou ter comprado quase 3 000 mudas, com gastos em torno de 18 000 reais. O empresário, no entanto, minimiza a despesa. “Nem chamo de despesa. Para mim é um investimento. E é o melhor investimento que faço na minha vida”, contou.

Hoje, o empresário diz que se sente feliz. “Os parques curam. O verde cura doenças. E eu sinto que estou levando esse bem para as pessoas”, afirmou.

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