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“Tragédia anunciada”, diz líder local de Paraisópolis sobre desabamento

Sobrado veio abaixo na comunidade da Zona Sul e matou um homem no sábado (16); Gilson Rodrigues cobra realização de obras prometidas pelo poder público

Por Redação VEJA São Paulo 17 out 2021, 11h32

Um sobrado desabou na comunidade de Paraisópolis no fim da tarde de sábado (16). Por volta das 18h, entre as ruas Tajubaquara e Hebert Spencer, a construção veio abaixo e deixou quatro feridos e um homem, de 55 anos de idade, morto.

O Corpo de Bombeiros trabalhou no resgate das vítimas com quinze viaturas. Na manhã deste domingo (17) o líder comunitário da região, Gilson Rodrigues, se pronunciou sobre o caso. De acordo com Gilson, o desabamento ocorreu na área do córrego Antonico, onde vivem cerca de 3 000 famílias em situação de risco.

“Esse acontecimento é uma tragédia anunciada”, disse Gilson. “A obra do córrego estava prevista dentro do programa de urbanização de Paraisópolis. Uma obra paralisada, que encerrou os sonhos dos moradores de poder ter acesso à moradia digna e viver em condições melhores”, relata o líder comunitário.

De acordo com Gilson, o problema se torna mais grave em épocas de chuva, quando as ruas de Paraisópolis viram praticamente rios por conta das enchentes. “Esse problema já foi apontado por diversas vezes e sinalizado à prefeitura e ao Governo do Estado. Inclusive durante o massacre dos nove jovens mortos no baile da 17 foi colocado como prioridade. Essa obra não aconteceu. O desabamento  que ocorreu hoje, deixando pelo menos quatro feridos , é apenas a ponta do iceberg de uma tragédia muito maior que pode acontecer se algo não for feito imediatamente”, cobra ele.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) esteve na comunidade na noite de sábado (16) e neste domingo. Pelo Instagram, Nunes afirmou que as obras será realizadas com urgência e já foram iniciadas as operações para remoção e requalificação do local.

 

 

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