Continua após publicidade

João Doria promete sanar déficit de vagas em escolas até o próximo dia 20

Governo estadual credita problema a migração de estudantes da rede particular de ensino para a pública

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 9 fev 2022, 17h13 - Publicado em 9 fev 2022, 17h06

Em anúncio feito na tarde desta quarta-feira (9), o governador João Doria (PSDB) afirmou que o déficit de vagas para crianças em escolas do 1º ano do ensino fundamental na cidade de São Paulo só estará sanado no dia 20 deste mês.

+Demanda antiga, primeiro parque em Heliópolis deve ser entregue até junho

Atualmente, ao menos 2 600 crianças não podem frequentar a escola por não ter vaga disponível. As aulas na rede estadual de ensino tiveram início no dia 2 de fevereiro. Já na rede municipal de ensino da cidade de São Paulo, no dia 7, última segunda-feira.

O problema era bem maior e chegava a 14 mil crianças, segundo reportagem publicada no último dia 3 pelo jornal “Folha de S. Paulo”. Segundo o texto, a situação foi ocasionado por uma desarticulação entre os governos estadual e municipal. Um dos problemas apontados pela reportagem foi que o estado ampliou o programa de escola integral, o que gerou dificuldade dos pais dos alunos em matricular seus filhos na rede.

Continua após a publicidade

+ Flow perde patrocínios após Monark defender existência de partido nazista

Ao comentar o problema nesta quarta-feira, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, afirmou que houve explosão na demanda gerada pela migração de alunos da rede particular de ensino para a pública. Pela lógica do governo, as dificuldades financeiras enfrentadas pelos pais fizeram com que eles tirassem os seus filhos das escolas pagas.

“No ano passado, tivemos 21,3 mil alunos da rede privada que desapareceram do sistema. Ou seja: o pai, por exemplo, com uma criança de 5 anos na escola retirou o filho da escola privada e não o matriculou em nenhuma outra rede. Então esse aluno aparece não é como uma continuidade dos estudos, e sim como um novo aluno”, afirmou o secretário.

Continua após a publicidade

Entre os fatores que levaram os pais a tirarem seus filhos da escola, ele citou a queda do nível de emprego, a inflação descontrolada, a alta na mensalidade escolar. “Isso fez com que o pai tirasse o filho da sala de aula [privada] e o trouxesse para a rede pública”, disse.

+ Vídeo: casal é flagrado fazendo sexo em avenida em plena luz do dia

Segundo os dados apresentados na coletiva desta quarta-feira baseados no Censo Escolar, em 2019 eram 86 607 alunos matriculados em escolas particulares na cidade de São Paulo, cifra que caiu para 65 242 em 2021 (21 365 menos, ou queda de 24% ).

Continua após a publicidade

Atualmente, as duas redes têm um total de 121 680 alunos matriculados no 1º ano do ensino fundamental (72 252 na estadual 49 4328 na municipal), cifra 11% superior ao ano de 2021, quando  existiam 12 098 estudantes a menos.

Em 2021, eram 109 582 os matriculados nas duas redes (65 666 no estado e 43 916 em escolas do município).

+ Doria diz que SP vai aplicar quarta dose contra Covid-19

Entre as soluções apresentadas estão o aumento de módulos, aproveitamento de espaços alternativos e readaptação de salas. Além disso, as vagas ociosas são reaproveitadas, mesmo que seja necessário oferecer transporte para o aluno se deslocar até a escola para poder estudar (geralmente é priorizado que o aluno estude perto de onde mora).

Cobrança

Em despacho publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial, o conselheiro Antonio Roque Citadini do TCESP (O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) determinou um prazo de 15 dias para que a Secretaria de Estado da Educação preste esclarecimentos acerca das medidas que estão sendo adotadas em decorrência do déficit de vagas

Continua após a publicidade

Citadini é o relator das contas de Doria para o ano de 2022. No despacho, ele cita ter acatado o encaminhamento feito pelo procurador-Geral do Ministério Público de Contas, Thiago Pinheiro Lima, apontando falhas na capacidade de atendimento das escolas integrantes do PEI (Programa de Ensino Integral), da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

A análise não ficará restrita a cidade de São Paulo. “O interesse é de que as respostas abranjam toda a rede de ensino estadual, portanto, das unidades escolares em todos os municípios do Estado”, escreveu o conselheiro.

O déficit de vagas já havia chamado a atenção do Ministério Público Estadual. Nesta terça-feira (8), integrantes do Geduc-MPSP (Grupo de Atuação Especial de Educação) estiveram reunidos com representantes das secretarias de Educação dos governos estadual e municipal, além da Defensoria Pública do Estado, para discutirem o assunto.

Continua após a publicidade

Em nota, o MP afirmou que o problema de falta de vagas já havia sido superado há anos, e lembrou que garantir o acesso ao ensino básico é obrigatório. Além disso, informou que continuará a fiscalizar as medidas anunciadas para resolver o problema, e também a qualidade do ensino oferecido as crianças.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Domine o fato. Confie na fonte.
10 grandes marcas em uma única assinatura digital
Impressa + Digital no App
Impressa + Digital
Impressa + Digital no App

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Para assinantes da cidade de São Paulo

a partir de 49,90/mês

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.