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Congonhas entra na lista de aeroportos a serem leiloados em 2018

Medida faz parte dos esforços do governo Temer para aumentar a receita pública diante da queda na arrecadação e contribuições

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 16 Aug 2017, 21h18 - Publicado em 16 Aug 2017, 21h13

O Ministério do Planejamento confirmou nesta quarta (16) a inclusão de Congonhas entre aeroportos que o governo pretende leiloar em 2018. O lugar é o mais movimentado entre os aeroportos administrado pela Infraero, recebendo mais de 200 000 pousos e decolagens por ano.

A medida faz parte das tentativas de aumentar a receita pública diante da queda na arrecadação e contribuições. A pasta diz não saber ainda quanto a venda representaria nesse montante, mas, de acordo com estimativas iniciais do Ministério dos Transportes, deve trazer um ganho de 5,6 bilhões.

Um dia antes, o ministro dos Transportes Maurício Quintella, havia afirmado a jornalistas que a concessão de Congonhas não estava definida, embora fosse defendida pelo Planejamento e pela Fazenda. De acordo com ele, a venda representaria um rombo nas contas da Infraero, já fragilizadas pela concessão de outros grandes aeródromos ao setor privado.

Outros 19 aeródromos administrados pela Infraero devem ser nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste devem ser leiloados em pacotes. Nesses casos, o modelo em estudo prevê que grupos interessados deem lance pelo bloco todo, ficando responsáveis por operar aeroportos superavitários (lucrativos) e deficitários (que dão prejuízo). 

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