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Cemitério da Consolação sofre arrastão neste sábado (17)

"Em São Paulo, rouba-se até os mortos! Nem os mortos têm sossego", diz Francisco Machado, diretor do Movimento de Defesa do Cemitério da Consolação

Por Adriana Farias Atualizado em 18 fev 2018, 18h38 - Publicado em 18 fev 2018, 11h39

Nove túmulos foram furtados em arrastão no Cemitério da Consolação neste sábado (17). Entre os objetos que desapareceram estão uma guirlanda de bronze pesando mais de 200 quilos e outros objetos em bronze da sepultura do Marquês de Itu. Os bandidos também tentaram arrancar uma placa em bronze do mesmo túmulo, mas não conseguiram.

Fui avisado hoje cedo pelos limpadores dos túmulos. Quando chegaram para fazer a limpeza, encontraram os túmulos saqueados. Afirmaram que foi nesta noite, porque ontem estavam perfeitos“, informa Francisco Machado, diretor do Movimento de Defesa do Cemitério da Consolação. “Em São Paulo, rouba-se até os mortos! Nem os mortos têm sossego“, desabafa.

Para evitar novos furtos, a Coordenadoria Estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança tem solicitado que a Guarda Civil Metropolitana fique nos portões principais dos cemitérios paulistanos para presença inibitória.

Atualização (18 de fevereiro de 2018, 18h15):

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que Rafael Arlon dos Santos, de 27 anos de idade, foi preso pela Guarda Civil Metropolitana neste domingo (18) após furtar duas estátuas de bronze do Cemitério da Consolação. A GCM recebeu informações que indivíduos estavam furtando o local e, ao chegar no endereço, viram três homens empurrando uma carroça com as peças de bronze.

Ao ver os guardas, dois suspeitos correram e conseguiram fugir. Um fiscal do cemitério compareceu a delegacia e revelou que os itens roubados possuem mais de 100 anos de idade e são tombados pelo patrimônio histórico da cidade — clique aqui para saber mais.

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