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Bruno Covas alfineta Paulo Guedes sobre fala de AI-5

Prefeito mandou indireta para o ministro nas redes sociais

Por Guilherme Queiroz Atualizado em 26 nov 2019, 15h44 - Publicado em 26 nov 2019, 15h33

Paulo Guedes em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (25) em Washington (EUA), quando questionado sobre as manifestações que ocorrem em países latino americanos, disse que “é irresponsável chamar alguém para a rua agora para fazer quebradeira”. Em seguida deu uma declaração polêmica: “Não se assustem então se alguém pedir o AI-5“.

O ministro também respondia a questionamentos sobre falas do ex-presidente Lula, que em um dos seus discursos após sair da prisão incentivou protestos. O petista disse também que “um pouco de radicalismo faz bem à alma”.

Depois Guedes se retratou, e afirmou que a democracia brasileira não permitiria um ato de repressão. A fala, no entanto, gerou diversas reações, como de Bruno Covas (PSDB).

O prefeito de São Paulo, que iniciou nesta terça-feira (26) o seu terceiro ciclo de quimioterapia, pontuou pelas redes sociais: “Alguém me avise se pedirem o AI-5 de novo para eu sair do hospital e ir pra rua protestar contra“, disse.

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Alguém me avise se pedirem o AI-5 de novo para eu sair do hospital e ir pra rua protestar contra. #democracia #AI5nao

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Em seguida, foi questionado por seguidores se a indireta seria para Paulo Guedes. “Eu não falei o nome de ninguém. Se a carapuça serviu“, rebateu. Covas também comentou sobre o discurso do ex-presidente Lula. “O ministro apenas respondeu à irresponsabilidade do ex-presidiário”, disse uma mulher. “O fato dele ser irresponsável não justifica defender o AI-5”, respondeu o prefeito.

Relembrando

O ministro da Economia fez referência ao Ato Institucional nº5, promulgado em dezembro de 1968. O decreto foi um marcou na repressão da ditadura militar brasileira, e resultou, por exemplo, no fechamento do Congresso Nacional e proibiu a garantia de habeas corpus em casos de crimes políticos.

Autorizava também o presidente, na época, Artur da Costa e Silva, a cassar mandatos e intervir em todos os estados e municípios da União. O Ato levou ainda ao fortalecimento da censura na imprensa brasileira.

 

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