O melhor do bairro do Brás

Conheça alguns destaques de uma das áreas mais tradicionais da cidade

De passado industrial e presente dedicado ao comércio, o bairro da região central teve papel ativo no desenvolvimento da metrópole. Confira alguns de seus patrimônios.

Patrimônio multiuso

Com arquitetura eclética, o Palácio das Indústrias foi projetado em 1911 para servir como um pavilhão de exposições agrícolas e comerciais. A I Guerra Mundial e uma epidemia de gripe na capital adiaram a obra e a inauguração só ocorreu em 1924. O espaço sedia hoje o museu Catavento Cultural, mas já abrigou diversos outros órgãos. Veja abaixo.

1947: tornou-se sede da Assembleia Constituinte do Estado e, em seguida, da Assembleia Legislativa

1970: acolheu a Secretaria de Segurança Pública, com DP, Batalhão da PM, IML e carceragem

1992: restaurado pela arquiteta Lina Bo Bardi, passou a sediar a prefeitura na gestão de Luiza Erundina

2009: transformou-se no museu Catavento Cultural e Educacional, ainda em funcionamento

Memória registrada 

Fiscalização alfandegária em bagagens de japoneses, na Hospedaria dos Imigrantes (Foto: Acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil) Fiscalização alfandegária em bagagens de japoneses, na Hospedaria dos Imigrantes (Foto: Acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil)

Fiscalização alfandegária em bagagens de japoneses, na Hospedaria dos Imigrantes (Foto: Acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil) (/)

Cerca de 3 milhões de estrangeiros se instalaram em São Paulo entre 1827 e 1936. A partir de 1887, um terço desses recém-chegados passou a ficar abrigado na Hospedaria dos Imigrantes, no Brás, enquanto procurava lugar fixo. Desde 2010, a construção sedia o Museu da Imigração. Confira as principais colônias registradas no período e o número de seus integrantes.

Italiana: 800 000

Espanhola: 250 000

Portuguesa: 200 000

Templo dos grãos

Zona cerealista, no Brás (Foto: Fernando Moraes) Zona cerealista, no Brás (Foto: Fernando Moraes)

Zona cerealista, no Brás (Foto: Fernando Moraes) (/)

A tradição do Brás na venda de produtos a granel remonta à virada do século XIX para o XX. No período de ouro da cultura do café, estrangeiros chegavam em levas ao estado, com o objetivo de trabalhar em fazendas do interior. Muitos, porém, resolveram se instalar no bairro, onde passava importante ramal de trem, para montar pequenas lojas de alimentos secos.

Assim surgiram os primeiros armazéns. Hoje a chamada Zona Cerealista, formada pela Rua Santa Rosa e pela Avenida Mercúrio, está para as comidas como a Rua 25 de Março está para as bijuterias. O local funciona das 8h às 17h durante a semana e das 8h às 14h no sábado.

O dono do samba

Ernesto Paulelli, o "Arnesto" do samba de Adoniran Barbosa (Leornardo Soares/Estadão Conteúdo) Ernesto Paulelli, o “Arnesto” do samba de Adoniran Barbosa (Leornardo Soares/Estadão Conteúdo)

Ernesto Paulelli, o “Arnesto” do samba de Adoniran Barbosa (Leornardo Soares/Estadão Conteúdo) (/)

“O Arnesto nos convidou pra um samba / ele mora no Brás”. Assim começa Samba do Arnesto (1953), de Adoniran Barbosa, que incluiu o bairro na história da música popular brasileira. O personagem inspirador da canção foi o músico Ernesto Paulelli. Ele morou no Brás até 1922 e tocou violão em algumas cantinas da região. Também se apresentava nas rádios Bandeirantes e Record, onde conheceu Adoniran. Aos 60 anos, formou-se em direito, profissão que exerceu por trinta anos. Morreu em 2014.

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