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Alckmin nomeia 1 240 policiais civis e autoriza abertura de vagas

"O governador está apenas cumprindo sua obrigação", diz Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia de São Paulo

Por Redação VEJA São Paulo - 2 Nov 2017, 11h53

Em agosto de 2017, VEJA São Paulo publicou uma reportagem de capa falando sobre o sucateamento na Polícia Civil de São Paulo que, na época, contava com o menor efetivo em doze anos e sofria com quedas no orçamento — clique aqui para ler a matéria. Nesta quarta (1°), o governador Geraldo Alckmin nomeou 1 240 novos policiais civis para reforçar o efetivo da instituição.

No evento, realizado no Palácio dos Bandeirantes e que contou com a presença do secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, também foi anunciado a abertura de concurso público com 2 750 vagas para diversas carreiras na Polícia Civil. Além das nomeações e autorizações para abertura dos processos seletivos, também foram anunciadas novas medidas que prometem beneficiar a Polícia Civil, como a promoção de 63 delegados, a abertura de licitação para compra de 80 novas viaturas, a modernização de 120 delegacias e o restauro da Garagem Alfredo Issa.

São Paulo hoje é o único estado do Brasil com índice de homicídio abaixo de 10 por 100 000 habitantes, como recomenda a ONU. Isso é resultado do trabalho integrado das polícias, incluindo a judiciária, que agora ganha novo impulso com a nomeação de 1 240 novos policiais. Zeramos o concurso e já vamos abrir outro“, disse Alckmin durante o evento.

Do total de nomeados, 64 são delegados, 907 investigadores e 269 escrivães. Os futuros policiais civis são os últimos aprovados nos concursos abertos em 2013. Os processos selecionaram oficiais para 2 301 vagas. Entretanto, foram chamados 3 937 candidatos — um total aproximadamente 71%¨maior que o previsto inicialmente. Após a nomeação, os policiais civis serão empossados e ingressarão nos cursos de formação da Academia de Polícia Civil Doutor Coriolano Nogueira Cobra (Acadepol), que duram cerca de três meses. Após a formatura, serão distribuídos ao estado de São Paulo — clique aqui para saber mais.

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Em vídeo enviado a VEJA São Paulo, Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia de São Paulo, comenta a novidade: “Depois das pressões feitas por nós e pela sociedade, o governador está apenas cumprindo sua obrigação“, diz. “Mas ainda faltarão ser nomeados 1 700 que já foram aprovados no concurso de 2013, sem contar nas cerca de 9 delegacias fechadas no interior e uma no litoral“.

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