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Alckmin nomeia 1 240 policiais civis e autoriza abertura de vagas

"O governador está apenas cumprindo sua obrigação", diz Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia de São Paulo

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 27 Maio 2024, 10h39 - Publicado em 2 nov 2017, 11h53

Em agosto de 2017, VEJA São Paulo publicou uma reportagem de capa falando sobre o sucateamento na Polícia Civil de São Paulo que, na época, contava com o menor efetivo em doze anos e sofria com quedas no orçamento — clique aqui para ler a matéria. Nesta quarta (1°), o governador Geraldo Alckmin nomeou 1 240 novos policiais civis para reforçar o efetivo da instituição.

No evento, realizado no Palácio dos Bandeirantes e que contou com a presença do secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, também foi anunciado a abertura de concurso público com 2 750 vagas para diversas carreiras na Polícia Civil. Além das nomeações e autorizações para abertura dos processos seletivos, também foram anunciadas novas medidas que prometem beneficiar a Polícia Civil, como a promoção de 63 delegados, a abertura de licitação para compra de 80 novas viaturas, a modernização de 120 delegacias e o restauro da Garagem Alfredo Issa.

São Paulo hoje é o único estado do Brasil com índice de homicídio abaixo de 10 por 100 000 habitantes, como recomenda a ONU. Isso é resultado do trabalho integrado das polícias, incluindo a judiciária, que agora ganha novo impulso com a nomeação de 1 240 novos policiais. Zeramos o concurso e já vamos abrir outro“, disse Alckmin durante o evento.

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Do total de nomeados, 64 são delegados, 907 investigadores e 269 escrivães. Os futuros policiais civis são os últimos aprovados nos concursos abertos em 2013. Os processos selecionaram oficiais para 2 301 vagas. Entretanto, foram chamados 3 937 candidatos — um total aproximadamente 71%¨maior que o previsto inicialmente. Após a nomeação, os policiais civis serão empossados e ingressarão nos cursos de formação da Academia de Polícia Civil Doutor Coriolano Nogueira Cobra (Acadepol), que duram cerca de três meses. Após a formatura, serão distribuídos ao estado de São Paulo — clique aqui para saber mais.

Em vídeo enviado a VEJA São Paulo, Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia de São Paulo, comenta a novidade: “Depois das pressões feitas por nós e pela sociedade, o governador está apenas cumprindo sua obrigação“, diz. “Mas ainda faltarão ser nomeados 1 700 que já foram aprovados no concurso de 2013, sem contar nas cerca de 9 delegacias fechadas no interior e uma no litoral“.

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