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Advogado é condenado a mais de 24 anos de cadeia por matar amante grávida

Kelly de Paula Novaes foi encontrada morta às margens da rodovia Mogi-Dutra em abril de 2016 com marcas de agressão e estupro

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 31 ago 2019, 09h45 - Publicado em 31 ago 2019, 09h44

A Justiça condenou a nesta quinta-feira (29) a mais de 24 anos de prisão um advogado acusado de matar uma mulher grávida em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo.

Kelly de Paula Novaes foi encontrada morta às margens da rodovia Mogi-Dutra em abril de 2016, com marcas de agressão e estupro. Segundo a Justiça, o advogado mantinha relacionamento amoroso com a vítima.

O caso foi levado a juri nesta quinta, na cidade de Mogi das Cruzes. “Trata-se de réu advogado criminal, conhecedor das técnicas de investigação, das leis jurídicas, possuindo totais condições de prever as consequências de seus atos”, disse o juiz Paulo Fernando Daroma de Mello, que presidiu o juri, ao decretar a sentença. O advogado foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado feminicídio, aborto e vilipêndio ao cadáver.

A defesa do advogado ainda pode recorrer da decisão. O réu, porém, não poderá apelar em liberdade.

Kelly tinha sido vista pela última vez em 15 de abril de 2016. Segundo o G1, a mulher saiu de casa, em Bertioga, no litoral paulista, na sexta-feira, vestindo chinelos, shorts e camiseta. Desde então nunca mais tinha sido vista.

Os familiares dela chegaram a procurá-la em hospitais de cidade vizinhas. Ao entrarem em contato com o Instituto Médico Legal (IML) de Mogi das Cruzes, no dia 22 de abril, descobriram que lá havia um corpo com as características de Kelly. No mesmo dia, eles reconheceram que era, de fato, ela.

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