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Terraço Paulistano Notas exclusivas sobre artistas, políticos, atletas, modelos, empresários e pessoas de outras áreas que são destaque na cidade. Por Humberto Abdo.

Projeto gratuito de terapia coletiva afirma ter sido “expulso” do CCSP

Grupo oferecia dinâmicas semanais de psicodrama: "Nos últimos tempos chegamos a trabalhar no porão", diz uma das organizadoras; prefeitura nega

Por Humberto Abdo Atualizado em 30 out 2020, 01h40 - Publicado em 30 out 2020, 06h00

Composto de sete pessoas, o coletivo Psicodrama Público afirma ter sido “expulso” do Centro Cultural São Paulo, onde o projeto voluntário ocorria desde 2003. “Decidiram não renovar e logo veio a pandemia”, lamenta Cláudia Fernandes, 56, uma das psicodramatistas. Segundo ela, a técnica “é um método de ação que fica entre o artístico e o terapêutico” e usa elementos do teatro para explorar conflitos. Cerca de cinquenta a sessenta pessoas participavam da dinâmica semanal, que precisou ser adaptada ao formato virtual. “Nos últimos tempos foram nos mudando de sala até chegarmos ao andar subterrâneo, que chamávamos de porão.” Em nota, a prefeitura nega que o projeto estivesse no porão e diz que foi interrompido no fim de 2019. Antes de encerrar a parceria, o local intermediou a transferência da iniciativa à Vila Itororó, mudança recusada pelo grupo. “Foi boa a intenção, mas a Vila não tinha uma área adequada. Fora que já existe um grupo de saúde mental por lá”, rebate Cláudia. “Conquistamos aquele espaço há anos e continuamos querendo retornar porque a localização é central e somos de lá.”

A psicodramatista Cláudia Fernandes, uma das integrantes do coletivo que organizava dinâmicas semanais no CCSP desde 2003. Arquivo Pessoal/Reprodução

Publicado em VEJA São Paulo de 4 de novembro de 2020, edição nº 2711.

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