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Falta tratar racismo como Covid, um verdadeiro vírus, diz Alexandra Loras

Ex-consulesa afirma ter ficado "chocada" após membro de programa da Jovem Pan ter dito que negras não foram estupradas na escravidão; Adrilles Jorge nega

Por Humberto Abdo - Atualizado em 12 jun 2020, 19h17 - Publicado em 5 jun 2020, 06h00

A ex-consulesa francesa Alexandra Loras, 43, revela ter ficado “chocada” no Morning Show, programa da Jovem Pan, após comentário de Adrilles Jorge, integrante fixo do quadro: “O sangue negro escravo está na maioria dos brasileiros e as negras [escravizadas] não foram estupradas, elas namoravam brancos”, disse o ex-BBB. Convidada para discutir um selo da Fundação Palmares que causou polêmica, ela acredita ter tido pouco espaço para resposta. “Isso me abalou por negar a escravidão e por ocorrer dias após a morte de George Floyd, nos EUA, e do menino João Pedro, aqui”, desabafa Alexandra, sobre os episódios recentes. Procurado pela Vejinha, Adrilles explicou que se referia à miscigenação livre do povo brasileiro. “Não disse que escravas nunca foram estupradas.” A produção não quis comentar o debate especificamente. Para Alexandra, no Brasil desde 2012, o caso demonstra o racismo no país. “Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”, diz, em referência à famosa frase da ativista americana Angela Davis: “Falta tratar a questão como a própria Covid: um verdadeiro vírus”.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 10 de junho de 2020, edição nº 2690.

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