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Zeca Pagodinho revela tristeza durante quarentena

"Que vida é essa?", reclamou em entrevista ao programa "Conversa com Bial"

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 2 jul 2020, 18h14 - Publicado em 2 jul 2020, 18h13

No Conversa com Bial, programa da Rede Globo, o sambista Zeca Pagodinho se mostrou abatido. Disse que está com saudade da rua e dos shows e revelou que está tendo crise de inspiração.

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“Esse ano eu fiz umas quatro músicas. Para quem fazia quatro por dia, isso é bem pouco”, desabafou Zeca sobre a crise durante a quarentena. “Tem dia que acordo muito triste. Eu moro em frente ao mar e não vejo mais ninguém na rua, mais nada, está tudo parado”, disse.

Completando 100 dias de isolamento social, o cantor continuou: “Rapaz, eu nem sei que dia é hoje. Não sei se é quinta, sexta, sábado ou domingo, tem dia que não sei de nada. Eu gostava de sair todos os dias, de ir na gravadora, no salão e está esquisito o bagulho”.

Indignado, ele perguntou: “Que vida é essa, Bial? Eu gosto da rua, do botequim, da conversa fiada, do partido alto, da favela. Estou louco para cantar o meu samba e ver os meus amigos. Tenho saudade dos shows, dos aplausos e dos sorrisos. Eu fico esperando acordar um dia e alguém me dizer: ‘Acabou'”.

Outra saudade de Zeca é poder beber uma cervejinha no bar. “Hoje até sonhei que estava tomando uma cerveja em Xerém [em Duque de Caxias]”, exclamou ele, que toma uma gelada todos os dias após rezar uma Ave Maria no final da tarde.

A próxima vez que o sambista cantará ao público será no dia 9 de agosto, Dias dos Pais, em uma live.”Até lá vou enlouquecer”, brincou.

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