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Repórteres de Globo e SBT brigam ao vivo por entrevistada

Jornalistas falavam com família de vítima de assassinato quando desentendimento ocorreu

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 22 fev 2020, 11h54 - Publicado em 22 fev 2020, 11h53

Repórteres de afiliadas do SBT e da Globo protagonizaram um momento polêmico na quinta-feira (20), após ‘disputarem’ uma entrevistada durante uma transmissão ao vivo. Patrícia Bringel, da TV Anhanguera, Globo e Rozaine Ferraz, da TV Serra Dourada, SBT, conversavam com familiares de uma vítima de assassinato na cidade de Bela Vista de Goiás.

O momento ocorreu quando Rozaine, que estava conversando com a irmã da vítima, “invade” o link ao vivo de Patrícia, que conversava com uma tia da vítima. “Vamos ouvir um pouco aqui dela falando sobre esse sentimento de revolta, né”, diz a repórter do SBT, enquanto tenta colocar o microfone junto da jornalista da Globo.

“Por favor, eu estou falando com a tia, agora”, diz Patrícia, irritada com a atitude da colega, que achou que a entrevistada era mãe da vítima. Depois de poucos instantes, a jornalista do SBT volta a falar. “Vamos ouvir então, porque, na realidade, a família está recebendo toda a imprensa em uma coletiva, tanto a mãe quanto a irmã disseram que falariam apenas uma vez”.

A repórter da Globo para de entrevistar a tia para comentar a fala da mulher. “Essa não é a mãe, essa é a tia! Nós tratamos que falaríamos com ela, com licença”. Confira o vídeo:

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Patrícia, em entrevista para o site E+, falou sobre o momento. “Eu estava com uma entrevistada e minha colega, repórter de outra emissora, estava com outra entrevistada. Eu não sei por quais motivos, ela escanteou a entrevistada que ela mesma já tinha posicionado e invadiu o espaço do meu link e colocou o microfone, sem nem saber quem era a minha entrevistada. Eu estava entrevistando a tia da vítima e ela nem sabia quem era”.

Ela continua: “Só para deixar claro, não se tratava de uma coletiva de imprensa. Nós estávamos ali entrevistando, de uma forma bem difícil, inclusive. Amparava a tia. Eram familiares de uma vítima brutalmente assassinada. Não se tratava de forma alguma de uma coletiva. Agradeço aos colegas que estavam no mesmo ambiente, viram todo o contexto e que estão se posicionando em minha defesa”, finaliza.

Pelo Instagram, Rozaine também comentou o momento. “As pessoas que me conhecem intimamente sabem que não sou de embates. A verdade sempre tem dois lados. Como eu já disse a todos que me perguntaram, minha atitude foi conforme solicitado pela família, que tia e irmã falassem uma vez com todos os repórteres ao vivo, pois estavam cansados”, começa.

“Assim o fiz. Fui para o interior da residência da família para falar com a mãe. Lamento muito o ocorrido. Sempre priorizei os fatos. Ser réu de julgamento injusto dói muito. Não estou aqui pra apontar erros. Peço que cessem os comentários maldosos direcionados a minha pessoa e a repórter Patrícia Bringel. Não me alegro com atitudes de julgamento. Sou e sempre serei pacífica. Continuo respeitando e admirando meus colegas de profissão e isso não exclui ninguém. Peço que respeitem a dignidade das pessoas citadas neste episódio”, finaliza.

 

 

 

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